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Autárquicas: Grupos de cidadãos vão gastar 4 ME, Isaltino e Moreira com maiores orçamentos

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/08/2017 Administrator

Os orçamentos de campanha dos grupos de cidadãos para as eleições autárquicas de outubro totalizam cerca de quatro milhões de euros, sendo os movimentos de Isaltino Morais, Oeiras, e de Rui Moreira, Porto, aqueles que preveem gastar mais dinheiro.

Os quatro milhões de euros orçamentados pelos grupos de cidadãos para as eleições autárquicas de 01 de outubro juntam-se assim aos quase 35 milhões de euros estimados pelos partidos, custando a campanha eleitoral cerca de 39 milhões de euros.

De acordo com os orçamentos entregues pelos grupos de cidadãos, hoje disponibilizados na página da Internet da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, o movimento "Isaltino Inovar - Oeiras de Volta" estima gastar cerca de 283 mil euros, enquanto "Rui Moreira: Porto o Nosso Partido 2017" prevê despesas de 281 mil euros.

Dos 308 concelhos, apenas 69 contam com candidaturas de grupos de cidadãos, segundo a análise feita pela agência Lusa à informação disponibilizada.

Já os movimentos de cidadãos que estimam gastar menos dinheiro são: "os Independentes" de Almeida (distrito da Guarda), que estimam ter gastos de 3.500 euros, e o "Movimento Independente pela Mudança", candidato à Câmara de Palmela (distrito de Setúbal), que estima gastar 5.985 euros.

Numa análise a todas as candidaturas do país, a campanha da lista socialista de Manuel Pizarro à câmara do Porto será a mais cara, com despesas de 360 mil euros, seguindo-se a candidatura de Álvaro Almeida, também ao Porto, apoiada pela coligação PSD/PPM, com um gasto estimado de 350 mil euros.

Em terceiro lugar aparece a candidatura do PS a Vila Nova de Gaia, com um orçamento de 303 mil euros.

As candidaturas independentes de Isaltino Morais (Oeiras) e Rui Moreira (Porto) ficam em quarto e quinto lugar do 'ranking' dos orçamentos para a campanha às eleições autárquicas de 01 de outubro, estimando gastar mais do que o candidato socialista (e atual presidente da Câmara de Lisboa) Fernando Medina, que prevê ter despesas de 249 mil euros.

Oeiras, no distrito de Lisboa, é o município que conta com mais candidatos independentes.

Para além de Isaltino Morais, também o atual presidente da câmara, Paulo Vistas, entrou na corrida autárquica, apoiado pelo "movimento Independentes Oeiras Mais à Frente", e prevê gostos de 159.500 euros.

A terceira candidatura independente (Renascer Oeiras 2017) é encabeçada por Sónia Gonçalves e estima gastos de 92 mil euros.

A norte, o município de Matosinhos (distrito do Porto) conta com duas candidaturas independentes. O movimento de cidadãos "António Parada, sim!", encabeçado pelo candidato do PS nas eleições de 2013, prevê gastos de 129.875 mil euros, enquanto a candidatura do antigo presidente da Câmara, o socialista Narciso Miranda, apresentou um orçamento de mais de 194 mil euros.

Em Gondomar (no mesmo distrito), Valentim Loureiro volta a candidatar-se à câmara que liderou durante duas décadas, através do movimento "Valentim Loureiro -- Coração de Ouro", que tem um orçamento de 180 mil euros para despesas. A maior parte deste valor deverá ser proveniente de subvenção estatal.

No centro, Coimbra conta com duas candidaturas independentes. A primeira é liderada pelo antigo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, que se candidata pela primeira vez e estima gastos de 30 mil euros.

Já a lista "Cidadãos por Coimbra", que concorreu pela primeira vez nas últimas eleições e conseguiu eleger um vereador, prevê gastos que rondam os 25 mil euros.

Em Portalegre, o movimento "Candidatura Livre Independente Por Portalegre" (que já lidera o município) estima gastar 25.500 euros, fundos maioritariamente provenientes de subvenção estatal.

As candidaturas independentes lideram também os municípios de Borba e Estremoz (distrito de Évora).

O "Movimento Independente por Estremoz" estima gastos de 40 mil euros, enquanto o movimento "Unidos por Borba" prevê despesas orçadas em 9.750 euros, provenientes da subvenção estatal e de donativos.

Todas as candidaturas estimam gastar a maior fatia destes orçamentos em propaganda, cartazes e brindes.

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