Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Autárquicas: José Eduardo Martins (PSD) diz que Lisboa é uma "cidade de visitas mal-amanhada"

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

O candidato do PSD à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa, José Eduardo Martins, criticou hoje a liderança socialista na Câmara, que torna a capital numa "cidade de visitas mal-amanhada", por ser gerida "no mais selvagem liberalismo".

Para o social-democrata, Lisboa tornou-se numa "cidade de visitas mal-amanhada, [...] que cada vez mais tira da cidade os lisboetas, que cada vez mais não é carne nem é peixe".

Isto, porque está "a ser gerida por quem quer fazer crescer uns prédios novos, sabe Deus onde, e por quem está de passagem a construir uma carreira para outros patamares", acrescentou José Eduardo Martins, que falava na Fundação Champalimaud, em Lisboa, na apresentação da candidata social-democrata à liderança do município, Teresa Leal Coelho.

"Não é, seguramente, aquilo que a Teresa quer fazer", visto que a candidata pretende "devolver Lisboa aos lisboetas", frisou.

De acordo com José Eduardo Martins, Teresa Leal Coelho "vai enfrentar uma cidade que tem cada vez menos lisboetas" e que é gerida "no mais selvagem liberalismo", sem regulação na área da habitação e do turismo.

Resultado da gestão da maioria socialista no executivo "tem deixado a cidade ao Deus dará, à iniciativa selvagem", afirmou.

Falando sobre o "êxodo populacional da cidade, que não tem comparação com nenhuma outra" localidade, apontou que a capital tem vindo a perder jovens residentes e que, ao invés, tem uma população cada vez mais idosa sem ter "resposta social" para esta faixa etária.

O responsável vincou que, numa altura em que "tanto se fala de habitação sem nada fazer", registou-se uma redução de 15% nos edifícios habitacionais, face ao que existia em 1991. Ao mesmo tempo, existem cerca de 50 mil fogos vazios.

"É isto que se passa em Lisboa", notou.

No que toca aos transportes, o concelho "tem uma política de mobilidade coxa", na qual "é comum atacar o automóvel" sem apostar no transporte público.

"Lisboa também não é sequer um município responsável", referiu, aludindo à investigação pelo Ministério Público de obras da autarquia, como o concurso lançado para requalificação da Segunda Circular.

"Precisamos de uma cidade de matriz social-democrata, orientada para as pessoas", vincou, acrescentando que os munícipes não podem ser vistos como "danos colaterais".

Sobre a sua candidatura à Assembleia Municipal, indicou: "Estou aqui porque me desafiaram, no PSD Lisboa, e porque me desafiou a Teresa, a quem agradeço e em quem acredito".

A sessão contou com a presença do líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, e do antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes, além de militantes e simpatizantes.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon