Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Autárquicas/Lisboa: Joana Amaral Dias quer ser "voz alternativa" em concelho amarrado a partidos

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

A candidata do partido Nós, Cidadãos! à presidência da Câmara de Lisboa, Joana Amaral Dias, considera que, se conseguir um lugar na vereação, será uma "voz ativa e alternativa" num município preso a um "espartilho político-partidário".

"Um bom resultado era nós conseguirmos eleger um vereador e eu concorro à Câmara também nessa possibilidade, de a cidade ter uma voz ativa e alternativa, que não esteja tão amarrada àquele espartilho político-partidário que Lisboa tem conhecido", afirma à agência Lusa a candidata do Nós, Cidadãos!.

Joana Amaral Dias acrescenta que o objetivo seria ganhar a liderança da autarquia, mas "isso é irrealista neste momento".

Nas últimas eleições legislativas, disputadas em 2015, Joana Amaral Dias foi cabeça de lista por Lisboa da coligação Agir, que juntava o Partido Trabalhista Português (PTP) e o Movimento Alternativa Socialista (MAS).

Entre 2002 e 2005, foi deputada à Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda. Desfiliou-se do partido em 2014.

Joana Amaral Dias explica à Lusa que aceitou o convite do Nós, Cidadãos! porque "uma candidatura independente por Lisboa fazia sentido na medida em que as restantes candidaturas são tipicamente partidárias" e estavam "representadas já no executivo e/ou na Assembleia Municipal".

"Muitos dos problemas da cidade de Lisboa arrastam-se há muitos anos, alguns até há décadas, e são aqueles que o PS, o BE, o PSD, o PCP e o CDS dizem que vêm resolver. A mim espanta-me um bocado. Então, porque não resolveram até agora se tiveram a faca e o queijo na mão?", questiona.

Para a candidata, um desses problemas é o da habitação: "A renda média em Lisboa ronda os 850 euros e isso é absolutamente incomportável", nota.

Outros prendem-se com a degradação da rede de transportes públicos e com a falta de estacionamento.

"É natural que estas questões estejam agora um pouco mais salientes porque o turismo -- embora tenha trazido coisas muito positivas à cidade -- trouxe também essa outra faceta que foi sublinhar estas deficiências", observa a candidata.

Ainda assim, refere que "não foi o turismo que as causou", só "não foram resolvidas atempadamente".

Joana Amaral Dias defende, por isso, a aposta em obras que "não podem ser de fachada, obras de postal para o turista ver".

"Têm de ser obras estruturais para as pessoas que trabalham e vivem na cidade", como a melhoria do funcionamento do Metropolitano e da rodoviária Carris, a redução dos preços de utilização e a criação de condições de acessibilidade para pessoas com dificuldades motoras, precisa.

Quanto à habitação, entende que a verba inscrita no orçamento municipal para apoiar o setor deve ser superior.

"Não dá para compreender como é que uma fatia tão magra do orçamento camarário é despendida para a habitação apoiada quando a habitação é um problema seríssimo na cidade. Já era para os jovens e para as famílias, agora também é para os idosos", assinala.

Joana Amaral Dias elenca também como medida da candidatura o aumento "progressivo" da verba destinada ao Orçamento Participativo, para que os munícipes participem de forma "mais ativa e responsabilizante na vida da cidade".

Como também "é muito importante modernizar", fala em wi-fi gratuito em toda a cidade.

"As medidas e propostas que a nossa candidatura 'Juntos por Lisboa' faz à cidade não são propostas dispendiosas, portanto, também não adianta vir com discurso de que isto é tudo muito bonito, mas depois não há dinheiro", salienta a candidata.

Joana Beatriz Nunes Vicente Amaral Dias nasceu em Luanda, Angola, a 13 de maio de 1973.

É licenciada em Psicologia pela Universidade de Coimbra, instituição na qual obteve o grau de mestre em Psicologia Clínica do Desenvolvimento.

Dá aulas no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa.

Durante a carreira política, foi dirigente associativa, dirigente partidária e mandatária para a juventude da candidatura presidencial do histórico socialista Mário Soares, em 2006.

Como adversários nestas eleições autárquicas, marcadas para 01 de outubro, terá Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Carlos Teixeira (independente apoiado pelo PDR e JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon