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Autárquicas/Lisboa: Medina quer manter liderança para Lisboa "continuar a andar para a frente"

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

O candidato socialista à Câmara de Lisboa e atual presidente da autarquia, Fernando Medina, defende que se deve "continuar a andar para a frente" para a capital ter melhor qualidade de vida, o que também implica equilíbrio.

Para o cabeça de lista do PS, Lisboa tem potencial para ser "uma das cidades do mundo com melhor qualidade de vida", mas isso implica um "crescimento globalmente sustentável do ponto de vista económico, ambiental, social, financeiro e político".

"Temos de ter capacidade de equilibrar e, por isso, temos de continuar a andar para a frente, a puxar a cidade para a frente", acrescenta Fernando Medina.

Ainda assim, sublinha que o executivo municipal deve "cuidar daqueles que não estão no pelotão da frente, daqueles que não chegam lá e que já não participam".

Em declarações à agência Lusa, o autarca socialista destaca quatro áreas nas quais pretende atuar, caso seja eleito presidente de Câmara, cargo que ocupa há cerca de dois anos.

Uma delas refere-se à mobilidade, na qual pretende "dialogar com o Governo para o investimento em grandes infraestruturas de acesso à cidade de Lisboa", nomeadamente para a modernização da linha ferroviária de Cascais e para a criação de faixas BUS na Autoestrada 5 e nas principais vias de acesso a Lisboa.

"Sem esse investimento, a cidade não conseguirá resolver o seu problema, dado o número de veículos que todos os dias entra na cidade", observa, falando também na melhoria do funcionamento do Metropolitano e da Carris.

A outra prioridade é a da habitação.

"Temos, como medida estrutural, a concretização do Programa Renda Acessível [para o arrendamento de 6.000 fogos a custos controlados] e, como medida de urgência, a alteração da tributação nos contratos de longa duração para que mais estejam disponíveis no mercado para que mais pessoas possam ter acesso a casas em condições de estabilidade", aponta.

Quer também alterar o Regime do Alojamento Local, para que caiba ao município autorizar o acesso ao setor em bairros históricos.

Acrescem apostas nas áreas da economia e do emprego, visando fixar mais empresas na cidade, e da inclusão, com enfoque nos idosos (através da construção de centros de saúde e da criação de camas para cuidados continuados) e nas crianças (promovendo o sucesso escolar).

Fernando Medina Maciel Almeida Correia, 44 anos, licenciou-se em Economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP/UP) e tem um mestrado em Sociologia Económica pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) de Lisboa.

Foi presidente da Federação Académica do Porto (FAP), em 1995 e 1996, enquanto estudava na FEP/UP, onde se licenciou em 1998.

O economista foi assessor do primeiro-ministro António Guterres para as áreas da Educação, Ciência e Tecnologia, entre 2000 e 2002, e é quadro da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) desde 2003.

Paralelamente, entre 1999 e 2001, foi membro do Conselho Consultivo da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.

Entre 2005 e 2009, durante o primeiro mandato de José Sócrates como primeiro-ministro, foi secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional. No segundo mandato de Sócrates, entre 2009 e 2011, foi secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento.

Entre 2011 e 2013, ocupou o lugar de vice-presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República, integrando a Comissão de Orçamento e Finanças e a Comissão Eventual de Acompanhamento do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.

Em outubro de 2013, deixou o parlamento para assumir funções autárquicas.

Entretanto, a sua chegada a presidente do município foi alvo de críticas por parte da oposição, com os vereadores do PSD e do CDS-PP a questionarem a sua "legitimidade política" para assumir o cargo sem ir a votos.

Atualmente, Fernando Medina pertence ainda ao Secretariado Nacional do PS, órgão executivo do partido liderado por António Costa.

Como adversários nestas eleições autárquicas, marcadas para 01 de outubro, terá Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (independente apoiado pelo PDR e JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).

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