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Autárquicas/Lisboa: Proteção dos idosos e melhoria da acessibilidade movem António Arruda do PURP

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

O candidato do Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) à presidência da Câmara de Lisboa, António Arruda, defende a proteção dos idosos, nomeadamente em contratos de arrendamento, e a melhoria das acessibilidades para deficientes.

"O principal ponto que eu defendo é a situação dos reformados e dos idosos, essencialmente relacionada com o alojamento local, em que há muitos senhorios a não renovarem os contratos de arrendamento e as pessoas ficam sem saber para onde é que vão viver", indica António Arruda em declarações à agência Lusa.

Para o candidato do PURP, importa também assegurar a "assistência domiciliária a idosos para se evitar que apareçam mortos em casa".

Urge, ainda, "arranjar programas para ocupação dos tempos livres para não termos o reformado a estar a jogar cartas no jardim, que acaba por ser degradante", nota.

Tanto no caso dos idosos, como no das pessoas com deficiência, António Arruda quer garantir a acessibilidade em serviços públicos, nomeadamente municipais, onde "têm muitas dificuldades".

O candidato propõe, por isso, a adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades desta população.

Também ao nível da mobilidade, "há muitas barreiras na cidade", observa, falando na necessidade de retirar elementos que perturbam a circulação pedonal, entre outros.

Aludindo às recentes obras feitas pela maioria PS no executivo em espaços públicos da cidade, que permitiram criar pistas cicláveis, António Arruda diz não criticar estas vias para bicicletas.

Condena, contudo, o facto de estarem "no meio dos passeios, como acontece na Avenida da República", no Saldanha.

"De repente, um idoso a atravessar a rua pode levar com uma bicicleta em cima porque não tem a reação que tem uma pessoa mais jovem e que está informada", alerta.

António Arruda nasceu em Coimbra a 19 de novembro de 1946.

Concluiu, em 1963, um curso técnico de Turismo no Instituto Superior Novas Profissões, mas nunca trabalhou nessa área: "Deu-se o 25 de Abril e a crise do turismo e nunca exerci".

"Acabei por entrar nos serviços administrativos da CP e depois da Refer, onde fiz toda a minha vida profissional até me reformar em 2007", conta à Lusa.

António Arruda iniciou a carreira política no Partido Popular Monárquico, que integrou de 1974 até aos anos de 1990, assumindo a vice-presidência da comissão executiva e compondo o diretório e o conselho nacional.

Durante este tempo, foi secretário, membro da assembleia de freguesia e vogal da direção na extinta Junta do Coração de Jesus (integrada na freguesia de Santo António).

Em 1993, foi um dos fundadores do Partido da Terra (MPT) e participou nesta força -- como presidente da mesa do congresso e vice-presidente da comissão política nacional -- até 2015, ano em que saiu por "oposição colateral com o atual presidente", José Inácio de Faria.

"O MPT não é nada do que era no tempo do Gonçalo Ribeiro Telles [presidente honorário do partido], é uma coisa totalmente diferente e eu já não me revia", aponta.

Foi deputado municipal pelo Partido da Terra entre 2009 e 2015, tendo cumprido mandato e meio. Renunciou ao cargo há dois anos quando entrou em conflito com a direção do partido.

"À Câmara é a primeira vez que concorro, mas já concorri à Assembleia Municipal. Estive na Assembleia Municipal no tempo da Aliança Democrática pelo Partido Popular Monárquico e depois estive cerca de seis anos pelo MPT", assinala.

A chegada ao partido dos reformados é recente: "Conhecia o presidente do PURP [Fernando Loureiro] desde 2013 e ele perguntou-me se eu queria candidatar-me".

"Por uma questão de amizade e por concordar com o que o PURP defende -- porque também já sou reformado e sei o que se passa -- resolvi aceitar", justifica.

O PURP está legalizado como partido desde julho de 2015 e concorreu nesse ano às eleições legislativas.

Como adversários nestas eleições autárquicas, marcadas para 01 de outubro, terá Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (independente apoiado pelo PDR e JPP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).

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