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Autárquicas: Medina (PS) quer chegar às 20 mil casas para classe média em Lisboa

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/09/2017 Administrator

O candidato do PS à presidência da Câmara de Lisboa e presidente do município pretende, a médio prazo, chegar às 20 mil casas arrendadas a custos controlados para a classe média, 6.000 das quais promete criar no próximo mandato.

"Neste mandato entregámos mais de 1.200 casas em vários programas [...] e apontamos para a construção de 6.000 no próximo mandato. Onde eu acho que deveríamos chegar a médio prazo, não no próximo mandato que não acho que é atingível, era termos um parque habitacional para as classes médias de cerca de 20 mil casas", afirmou Fernando Medina, que falava num debate com estudantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, na Ajuda.

Para o autarca, esta aposta "tem um papel enorme na resolução das necessidades de habitação e um papel enorme no próprio condicionamento de mercado".

Em causa está o Programa Renda Acessível, apresentado em abril do ano passado e que prevê parcerias do município com o setor privado: enquanto o primeiro disponibiliza terrenos e edifícios que são sua propriedade, ao segundo cabe construir ou reabilitar.

"Um mercado imobiliário como Lisboa, no dia em que tiver uma oferta de habitação para as classes médias em rendas médias entre os 200 e os 400 euros e num dia em que cheguemos às 20 mil casas [...] isto é um impacto enorme", vincou o candidato.

Fernando Medina salientou que, nos últimos 20 anos, faltou "habitação pública em escala e em quantidade suficiente para as classes médias", o que pretende inverter.

Sob o mote "Queremos viver em Lisboa", foram vários os estudantes que intervieram no debate. Foi o caso de Gonçalo Folgado, que sugeriu a ocupação de fogos vazios em bairros municipais por estudantes.

Por seu lado, Hugo Rodrigues, aluno de Direito da Universidade de Lisboa, falou na necessidade de construir residências universitárias "para suprir as necessidades de habitação temporárias e também aliviar a carga habitacional" provocada pelos estudantes.

Presente na ocasião, a candidata do PS e líder da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, propôs a realização de "um concurso de ideias nas universidades para os estudantes sugerirem o que fazer com 1.000 a 2.000 casas dispersas na cidade", de propriedade municipal e sem uso, "algumas das quais estão em mau estado ou mesmo em ruína".

Nas eleições de 01 de outubro concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).

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