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Autárquicas: Narciso faz "demagogia" com proposta sobre IMI de Matosinhos -- BE

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Administrator

Matosinhos, Porto 02 ago (Lusa) - O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à câmara de Matosinhos, Ferreira dos Santos, classificou hoje de "demagogia" a proposta feita pelo independente Narciso Miranda para equivaler o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) de Matosinhos ao do Porto.

Em declarações à margem da entrega dos processos de candidatura das todas as listas bloquistas às autarquias do concelho no tribunal de Matosinhos, Ferreira dos Santos considerou que a "não tem cabimento" proposta de revisão do IMI "ser feita por um candidato à presidência da câmara".

Há uma semana, o candidato independente Narciso Miranda propôs que o IMI de Matosinhos, que é de 0,425%, passasse para os 0,320% que se aplica no Porto, num conjunto de benefícios que se alargaria também às famílias numerosas e às outras residentes em cooperativas de habitação ilegais.

"Essas propostas são feitas na Assembleia Municipal e espero que ele saiba disso", frisou o candidato do BE.

Para Ferreira dos Santos, a ideia de Narciso Miranda "é mais uma forma de demagogia própria das pessoas que, em vez de propostas concretas, limitam-se a atirar areia para os olhos dos eleitores".

"Matosinhos não tem de andar atrás do IMI que o Porto tem. Temos condições diferentes e, de facto, há pessoas que ainda vivem em zonas que não estão legalizadas. Narciso Miranda sabe muito bem disso porque nos 30 e tal anos que esteve à frente da câmara fartou-se de permitir que fossem construídas habitações ilegais", acusou.

Baseando a sua candidatura em duas premissas - "defesa da democracia e da transparência dos procedimentos autárquicos" -, Ferreira dos Santos apontou a falta de instalações para os idosos e para os jovens como "graves problemas sociais" do concelho.

"Apesar de o Bloco de Esquerda sempre ter apelado para que fossem dadas condições aos idosos para um fim de vida digno, continua a não haver casas com gestão pública onde possam ser acolhidos decentemente e com acesso para todos, não apenas para aqueles que têm dinheiro. Nem sequer [há] centros de dia também de gestão pública onde possam ter um fim de vida ativo que lhes dê alguma dignidade", disse.

Também os pais de Matosinhos, disse, "não têm grande facilidade para deixar os seus filhos em creches ou em berçários e esta é uma das questões que iremos tratar com muita acuidade".

Sobre as questões da mobilidade, recordou a questão que a "câmara levantou em relação à concessão de transportes pela Resende", considerando que "não deve ser aberto um concurso público para atribuição dessa concessão de mais uma empresa privada".

A câmara, afirmou, "tem responsabilidades na gestão da STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto] e devem ser estes a assegurar os transportes públicos em Matosinhos".

Ferreira dos Santos deu ainda conta de uma queixa contra o BE da "empresa de transportes Resende à Comissão Nacional de Eleições", na sequência da afixação de cartazes pelos bloquistas exigindo "melhores e mais transportes em Matosinhos" em Lavra e Perafita.

"Eles acharam que, porque tinha lá uma camioneta claramente identificada da Resende, isso era prejudicial para eles e apresentaram queixa", relatou o candidato acrescentando que "dois dias depois esses cartazes foram arrancados".

E concluiu: "Não sabemos por quem, nem estamos a acusar ninguém. Mas que é curioso, é".

Defendendo "uma maior transparência nas questões públicas em Matosinhos", Ferreira dos Santos pretende que para "todas as aquisições de bens e serviços sejam feitos concursos", recusando os "ajustes diretos".

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