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Autárquicas: Pizarro (PS) quer revisão do PDM do Porto transparente e participada

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/09/2017 Administrator

O candidato do PS à Câmara do Porto afirmou hoje que o processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) deve continuar "transparente e participado", considerando o documento "essencial para definir uma linha de orientação para a habitação".

O PDM é um "documento essencial para definir uma linha de orientação para a habitação para a próxima década", afirmou o socialista Manuel Pizarro, que esta manhã esteve reunido com responsáveis da Ordem dos Arquitetos -- Secção Regional do Norte para debater, entre outros, os temas da habitação e urbanismo na cidade.

Segundo Pizarro, no âmbito do processo de revisão do PDM, que a autarquia prevê que fique concluído em 2018, é necessário insistir "na continuação de um processo transparente e participado, como vinha a ser conduzido sobre a liderança do vereador [do PS], o arquiteto Correia Fernandes".

Questionado se o PS defende construção nova para o Porto, o candidato socialista afirmou que "não se pode fazer a dicotomia de um PDM em função de mais massificação ou menos massificação".

"Uma cidade é sempre uma entidade com uma certa densidade, mas não é preciso aumentar a densidade de construção de cada terreno para se conseguir uma cidade mais competitiva e mais confortável", defendeu.

O candidato apontou o exemplo do programa da sua candidatura "Habita Porto", que prevê a construção, num mandato, de 3.000 casas de renda acessível, afirmando que o plano não significa "obrigatoriamente" que "daí resulte que a cidade vai ficar mais densa".

"Resulta daí a intervenção em áreas urbanas que estão hoje desqualificadas", que passarão a beneficiar também de arranjo do espaço público e, assim, "podem ser devolvidas a um uso confortável por parte dos cidadãos", sublinhou.

No âmbito desta ação de pré-campanha eleitoral, Pizarro afirmou também pretender valorizar "a marca arquitetura na projeção nacional e internacional da cidade".

"Somos a única cidade do mundo que tem em simultâneo dois prémios Pritzker [arquitetos Siza Vieira e Souto Moura], mas sentimos que é necessário dar uma maior projetação a essa marca", afirmou.

Para Pizarro, esta promoção deve ser feita pelo município, que deve definir como regra abrir concursos de arquitetura para as construções de iniciativa municipal, bem como pela câmara "em conjunto com outras instituições", como a Ordem dos Arquitetos, a Faculdade de Arquitetura, a Casa de Arquitetura e, entre outras, a Fundação de Serralves.

O socialista defendeu ainda a realização de um congresso bianual, internacional, "que marque no conjunto do planeta a presença da escola de arquitetura do Porto como um exemplo que deve ser acompanhado e seguido".

"Insere-se na nossa preocupação geral de, sem desvalorizar em nada o turismo e a capacidade de atração turística da cidade, encontrar outras marcas que acentuem a presença da cidade no país, na Europa e no mundo", disse, acrescentando que "a arquitetura, e tudo o que pode estar associado à arquitetura, é uma das outras marcas que deve afirmar o Porto nessa escala".

São candidatos à Câmara do Porto o independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS-PP e MPT, o socialista Manuel Pizarro, Álvaro Almeida, pela coligação PSD/PPM, Ilda Figueiredo, da CDU, João Teixeira Lopes, do BE, Bebiana Cunha, do PAN, Costa Pereira, do PTP, Sandra Martins, do PNR e Orlando Cruz, do PPV/CDC.

O executivo da Câmara do Porto é composto por seis eleitos pelo movimento independente de Rui Moreira, três pelo PS, três pelo PSD (um deles tem pelouro atribuído por Moreira desde 2016, à revelia do partido, e a outro foi retirada a confiança política da concelhia social-democrata, no mesmo ano) e um da CDU.

As eleições autárquicas estão marcadas para 01 de outubro.

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