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Autárquicas/Ponta Delgada: José Azevedo 'mergulhou' na política para que esta salve o ambiente

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

Biólogo de formação e professor universitário, José Azevedo, cabeça de lista do Livre à Câmara de Ponta Delgada, nos Açores, confessa que o interesse pela política provém da ecologia.

"O meu interesse pela política vem do lado da ecologia. Por causa da minha formação, vejo a situação ecológica a degradar-se a nível local e do planeta", afirmou a agência Lusa José Azevedo, para lamentar que vê "a política, em geral, a não dar respostas a estas preocupações, que são de um número crescente de pessoas".

Segundo o candidato, que tem no mergulho um dos seus passatempos, há, neste momento, "uma classe política que, na sua maioria, continua a tomar decisões e a apresentar propostas como se a situação de hoje fosse idêntica à de dez ou 20 anos", quando hoje se está "numa situação crítica ao nível das alterações climáticas, da perda de biodiversidade e do esgotamento de recursos".

"Como vejo esses problemas, decidi dar o passo para a política e trazer estas questões para o centro do debate político", adiantou, resumindo: "Eu mergulhei na política para tentar que a política salve o ambiente".

José Azevedo destacou, por outro lado, a importância que o combate às desigualdades sociais tem no discurso político do Livre, notando que está "interligado com o ambiente".

"O sistema em que vivemos explora tanto o meio natural como as pessoas", declarou, assinalando que, embora os indicadores macroeconómicos apontem para uma melhoria, esta "não tem correspondência na vida de uma grande maioria das pessoas, que não têm trabalho, não têm rendimentos ou têm rendimentos de miséria que não lhes permite ter uma vida digna".

O candidato ao maior município do arquipélago dos Açores reconheceu que o partido tem a noção da sua proporção em termos eleitorais, avançando que o Livre quer ter mais votos em Ponta Delgada do que os somados nas eleições legislativas regionais de outubro de 2016.

Nesse sufrágio, o candidato, de 54 anos, e um dos fundadores do partido, foi cabeça de lista do Livre pelos círculos de São Miguel e de compensação, tendo a sua primeira ação de campanha sido um mergulho no ilhéu de Vila Franca do Campo para mostrar que "as áreas protegidas no mar são ridiculamente pequenas para o que deve ser feito em termos de proteção de recursos".

"Mas gostava que o Livre estivesse representado na câmara municipal, porque é para isso que temos ideias e propostas", disse José Azevedo, que foi um dos rostos da contestação à construção de um aquário de grandes dimensões no porto de Ponta Delgada e é um dos rostos que contesta a incineração de resíduos na ilha de São Miguel.

O candidato referiu ainda que uma das coisas que o preocupa é "o egoísmo de muitas pessoas que estão a tomar más decisões".

"Sabem quais são as consequências negativas dessas decisões, mas tomam-nas por egoísmo, seja próprio, do partido, para defenderem interesses particulares, e tomam decisões negativas para a sociedade em geral e em particular para o ambiente", acrescentou.

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