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Autárquicas: PS reconquista Beja, antigo 'bastião' comunista

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/10/2017 Administrator

O socialista Paulo Arsénio foi eleito no domingo presidente da Câmara de Beja, com maioria absoluta, recuperando para o PS o antigo ´bastião` comunista do Baixo Alentejo que só esteve quatro anos nas "mãos" dos socialistas. A Câmara de Beja foi liderada por coligações encabeçadas pelo PCP entre 1976, quando se realizaram as primeiras eleições autárquicas depois do 25 de Abril de 1974, e 2009, quando o PS a conquistou pela primeira vez. Em 2013, foi ...

O socialista Paulo Arsénio foi eleito no domingo presidente da Câmara de Beja, com maioria absoluta, recuperando para o PS o antigo ´bastião` comunista do Baixo Alentejo que só esteve quatro anos nas "mãos" dos socialistas.

A Câmara de Beja foi liderada por coligações encabeçadas pelo PCP entre 1976, quando se realizaram as primeiras eleições autárquicas depois do 25 de Abril de 1974, e 2009, quando o PS a conquistou pela primeira vez. Em 2013, foi recuperada pela CDU.

Nas eleições autárquicas de domingo, a candidatura do PS liderada por Paulo Arsénio, ao conseguir 46,25% dos votos, reconquistou o município, que os socialistas tinham perdido para a CDU em 2013, e elegeu quatro vereadores.

A CDU, através da recandidatura do atual presidente, o histórico autarca comunista João Rocha, alcançou 37,61%, perdeu a câmara e passou a segunda força política, elegendo três vereadores.

"Esta é apenas a segunda vitória do PS [em Beja] depois do 25 de Abril. Nós [PS] perdemos Beja dez vezes e ganhamos apenas duas, contando com a [vitória] de [domingo], mas quando as equipas são bem construídas, as propostas são sólidas e as pessoas são sérias o resultado, por regra, é este", disse à agência Lusa Paulo Arsénio, que é presidente da concelhia de Beja do PS e líder da bancada socialista na Assembleia Municipal de Beja.

Segundo o presidente eleito da Câmara de Beja, "é uma vitória natural de quem vem fazendo um trabalho em Beja desde há duas décadas e que se apresentou às eleições com humildade e boas equipas e um programa sólido".

"Conseguimos [candidatura do PS] pôr na rua uma excelente pré-campanha e uma excelente campanha, foi uma vitória natural, um pouco mais expressiva do que aquilo que eu esperaria", porque "esperava uma luta muito renhida", o que "acabou por não se verificar", disse.

"Foi o reconhecimento da cidade de Beja a uma pessoa que é de cá, que sempre cá esteve, que sempre cá viveu, que sempre cá trabalhou e que, aos 45 anos, faz parte quase do mobiliário da cidade", disse Paulo Arsénio.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Beja, o comunista João Rocha, reconheceu que não esperava a derrota da CDU, coligação que reúne o PCP e o Partido Ecologista "Os Verdes".

"Perdemos. [A CDU] desenvolveu algum trabalho [nos últimos quatro anos], tinha perspetivas e uma estratégia. Sinceramente, sabia que [a vitória] não seria fácil, mas não esperávamos [CDU] perder, mas aconteceu", afirmou.

Nas autárquicas de domingo, a candidatura do PSD à Câmara de Beja obteve 5,38% dos votos, a do Bloco de Esquerda 3,43% e a do CDS-PP 3,19% e nenhuma conseguiu eleger qualquer vereador.

No mandato que agora termina, João Rocha, que antes de "reconquistar" o município de Beja em 2013 foi presidente da Câmara de Serpa durante 33 anos, dispõe de maioria absoluta.

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