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Autárquicas: PS recusa que resultado da CDU afete estabilidade parlamentar

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/10/2017 Administrator

A secretária-geral adjunta socialista recusou hoje que o recuo da CDU nas autárquicas de domingo afete o quadro parlamentar de suporte ao Governo, alegando que foram eleições locais e que houve casos de desgaste das gestões camarárias.

Esta posição foi assumida por Ana Catarina Mendes em conferência de imprensa, depois de confrontada pelos jornalistas com uma série de questões sobre as consequências políticas para o Governo resultantes do facto de a CDU ter perdido no domingo oito câmaras para o PS, algumas delas importantes bastiões comunistas, casos de Almada, Barreiro, Alcochete ou Beja.

"A leitura que deve ser feita é que estas eleições autárquicas são eleições locais. As vitórias devem-se ao mérito dos nossos candidatos e a um desgaste natural das gestões autárquicas de quem estava no poder", sustentou a secretária-geral adjunta do PS.

Neste ponto, Ana Catarina Mendes defendeu que, na sequência dos resultados de domingo, "a solução de Governo está sólida e não sai beliscada destas eleições autárquicas".

"A solução de Governo tem até mais força para que, no quadro parlamentar, prossiga o rumo iniciado há dois anos. Nestes quase dois anos, o PS e os vários partidos têm demonstrado a solidez desta solução governativa. Muitos acharam que não era possível chegar aqui", alegou ainda a "número dois" da direção dos socialistas.

Questionada se o PS está preocupado com o resultado global negativo da CDU, Ana Catarina Mendes contrapôs que o seu partido "está muito satisfeito com o enorme sentido de responsabilidade que o resultado autárquico confere" aos socialistas.

"O grande derrotado da noite tem um rosto: Pedro Passos Coelho, presidente do PSD", contrapôs.

Asna Catarina Mendes, nas suas respostas, argumentou também com base em posições públicas recentes assumidas por responsáveis comunistas.

"Ainda hoje tivemos a oportunidade de ouvir a CDU, na rádio Antena 1, dizer que não está em causa a solução governativa", advogou.

Interrogada sobre os motivos em concreto que justificam o facto de o PS ter conquistado à CDU câmaras como Almada, Barreiro ou Beja, Ana Catarina Mendes frisou que o PS sempre disse que se candidatava "em todo o território nacional".

"Candidatamo-nos em todas as freguesias e em todas as câmaras municipais para uma grande vitória. A qualidade dos nossos candidatos, aliado ao desgaste de algumas gestões autárquicas, deu a vitória ao PS em alguns municípios", defendeu.

Neste ponto, Ana Catarina Mendes fez mesmo questão de reforçar uma das suas mensagens: "A atual solução governativa sempre respeitou a identidade dos partidos, do PS, do PCP, do Bloco de Esquerda e do PEV".

"O quadro parlamentar tem estado estável e vai continuar a ser estável. Todos estes partidos já provaram que é possível melhorarmos a vida das pessoas", acentuou.

Perante os jornalistas, a secretário-geral adjunta do PS relativizou ainda o facto de o presidente da Câmara de Lisboa, o socialista Fernando Medina, ter vencido sem maioria absoluta, alegando que o mesmo aconteceu com o atual primeiro-ministro, António Costa, nos seus dois primeiros mandatos autárquicos em 2007 e 2009.

Serão seguramente encontradas as melhores soluções para a excelência da governabilidade da cidade", disse.

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