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Autárquicas: Rui Moreira defende investimento no Ambiente embora não traga votos

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, defendeu hoje que o investimento na sustentabilidade ambiental na cidade deve prosseguir como forma de combate às alterações climáticas, apesar de ser um processo quase invisível para os eleitores.

Numa comunicação a terminar a 8.ª sessão das "Conversas à Porto", desta vez subordinada ao tema do ambiente, o autarca candidato independente às eleições de 01 de outubro defendeu que o Porto "deve estar preparado para as alterações climáticas" que vão acontecendo, adequando a cidade para "uma reação mais rápida" do que sucedeu no passado.

"Hoje em dia as alterações climáticas são muito mais perigosas que o terrorismo", alertou Rui Moreira de um combate que, frisou, "não dá votos" por ser parte de um conjunto de "medidas preventivas para as próximas décadas".

Autarca de uma câmara que vai "eletrificar 70% da sua frota" e que terá a funcionar a gás "as viaturas pesadas", Rui Moreira lembrou o investimento em curso na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) onde vai nascer uma área verde de seis hectares ou os 13 mil metros de área verde de cobertura verde no futuro terminal de Campanhã.

A bióloga Marta Pinto fez a valorização das florestas urbanas e bosquetes enumerando cinco motivos para dever ser uma aposta, juntando à remoção da poluição atmosférica e à redução do efeito de ilha de calor urbano, a regulação da água, a mitigação do carbono e adaptação às alterações climáticas e o aumento significativo do bem-estar.

A coordenadora do "FUTURO - Projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto" explicou que "onde há mais árvores notam-se menos prescrições de antidepressivos", relevando que no caso do Porto "há 36 mil árvores inventariadas", sendo que "um quarto delas está em espaços privados".

O presidente da Associação Nacional de Coberturas Verdes, Paulo Palha deu conta dos aproveitamentos que podem ser feitos em espaços nas cidades, salientando que "a Humanidade precisa da vegetação, ao contrário desta que não precisa do ser humano para existir e proliferar".

"Em Portugal há cidades que apresentam elevados níveis de poluição atmosférica", disse o especialista, elencando as mais-valias trazidas pelas coberturas verdes, entre elas a promoção da biodiversidade, gestão das águas pluviais, melhoria da qualidade do ar, diminuição do ruído e a eficiência térmica e energética.

Paulo Palha revelou haver "131 coberturas verdes" no Porto, sendo que uma delas é centenária, no Parque da Pasteleira.

Último dos convidados do debate, o diretor da Unidade de Mobilidade e Sistemas Inteligentes da Ceiia, André Dias avançou com propostas de mobilidade para a cidade, como o uso já em curso de veículos elétricos, a partilha dos mesmos e de um projeto que vai envolver alunos de faculdades do Porto "incentivando-os a deslocarem-se em bicicletas elétricas" nos seus percursos diários.

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