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Autárquicas/Vila Real: BE candidata independente Mário Gonçalves para quebrar barrreiras

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Vila Real, o independente Mário Gonçalves, quer quebrar barreiras e incentivar à participação cívica e política dos cidadãos com necessidades especiais.

Mário Gonçalves, com 45 anos e natural de Vila Real, é candidato independente pelo Bloco de Esquerda às autárquicas de 01 de outubro. É licenciado em psicologia e atualmente encontra-se desempregado.

O lema da candidatura do Bloco é "Cidadania sem barreiras", sejam elas "físicas, psicológicas ou até de preconceito em relação à deficiência".

O candidato vive este problema na primeira pessoa. O cabeça de lista ficou tetraplégico num acidente de mergulho em 1991 e desloca-se numa cadeira de rodas elétrica.

Mário Gonçalves disse que se identificou com o BE porque o partido "pegou na bandeira das acessibilidades".

"E, em Vila Real, eu posso testemunhar que ainda é uma cidade muito difícil, em um quarto de século pouco mudou nesta matéria", frisou, dando como exemplos dificuldades no acesso a edifícios públicos, como o tribunal ou o registo civil, ou até passear apenas pelo centro histórico devido aos passeios estreitos.

O BE defende a implementação de um plano municipal de inclusão, que inclui um plano de acessibilidades pedonal.

"Estamos em crer que é responsabilidade camarária também ter um gabinete de atendimento dirigido à pessoa com deficiência, onde possam ser inseridas as questões do emprego ou obras. Isto, numa perspetiva socializadora da pessoa estar inserida na sociedade e não na perspetiva que existe hoje que é perspetiva assistencialista", frisou.

O candidato quer fazer um levantamento de quantas pessoas existem no concelho com dificuldades, ver quais são essas dificuldades e onde é que eles estão localizados. "O objetivo é ajudarmos da melhor forma essas pessoas", salientou.

O BE de Vila Real quis dar o exemplo no desafio das acessibilidades e, por isso, mudou a sede do partido para um edifício acessível para todos. O candidato espera, agora, que esta medida sirva de exemplo para os outros partidos.

"Porque é que uma pessoa com deficiência não há de estar nestas lides partidárias ou em qualquer outro cargo político. Espero que o BE seja exemplo para os restantes partidos, para que mais pessoas com deficiência possam entrar na luta partidária e defender os seus ideais, seja à esquerda seja à direita", sublinhou.

Em 2013, o Bloco de Esquerda reuniu 612 votos (2%).

O partido mais votado foi o PS, que conquistou pela primeira vez a presidência da autarquia capital de distrito com 13.467 votos (44%), conseguindo cinco mandatos, enquanto o PSD reuniu 12.926 votos (42,23%), obtendo quatro mandatos.

O CDS-PP conseguiu 1.482 votos (4,84%) e a CDU conquistou 730 votos (2,39%).

Em 2009, o executivo tinha apenas sete assentos, quatro dos quais foram ocupados pelo PSD. Os restantes três ficaram com o PS.

O atual presidente da Câmara de Vila Real, o socialista Rui Santos, vai recandidatar-se a um segundo mandato. Pelo PSD candidata-se António Carvalho, o CDS-PP escolheu Joana Rapazote e a CDU João Paulo Correia.

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