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Autarca de Matosinhos faz "acordo" com CDU para garantir estabilidade governativa

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

A presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, a socialista Luísa Salgueiro, anunciou hoje à Lusa ter feito um "acordo" com o eleito da CDU para conseguir estabilidade governativa, dado não ter tido maioria absoluta, atribuindo-lhe dois pelouros.

O vereador comunista José Pedro Rodrigues, que já integrava o anterior elenco executivo, liderado pelo independente Guilherme Pinto (e depois da morte deste por Eduardo Pinheiro), tem a cargo os pelouros dos Transporte e Mobilidade, que já assumia, e da Proteção Civil, explicou Luísa Salgueiro.

"Isto é um acordo, não é uma coligação, em que cada um mantém a sua autonomia e independência, onde ninguém abdica dos seus princípios, das suas propostas e das suas posições. Não há nenhum acordo com base num cheque branco", frisou a nova presidente da Câmara de Matosinhos.

Luísa Salgueiro, que reconquistou a câmara para o PS, venceu as eleições autárquicas de 01 de outubro com 36,32% dos votos, elegendo cinco vereadores, num total de 11.

O segundo mais votado foi o independente Narciso Miranda, que durante 27 anos liderou o município pelo PS, seguido do também independente António Parada, ex-militante do partido, e que foi presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos pelo PS.

A socialista, primeira mulher eleita para a presidência da Câmara de Matosinhos, ressalvou que "sem haver nada que ponha em causa os compromissos de cada um", este "acordo" com a CDU cria as condições de estabilidade e governabilidade necessárias para construir um futuro melhor.

Sobre a escolha do vereador comunista, a autarca explicou que quer dar continuidade ao trabalho de Guilherme Pinto e do seu executivo e José Pedro Rodrigues integrava-o. Portanto, disse, "faz todo o sentido" este trabalho em conjunto.

"Ele [José Pedro Rodrigues] esteve disponível para manter a sua colaboração, mas cada um mantém a sua autonomia e independência criando condições para trabalhar em conjunto", frisou.

Dizendo ser a solução "mais conveniente" para o concelho, Luísa Salgueiro salientou que a restante oposição tinha propostas opostas à sua ou intenção de abrir novo ciclo e interromper o trabalho atual.

Já quanto à Assembleia Municipal, onde também não obteve maioria absoluta, o PS fez "acordo" com o BE, sublinhando que este partido entendeu ter condições para acompanhar o trabalho do PS.

Estes "acordos" à esquerda prendem-se com o facto de haver "sintonia de propostas", justificou.

Também em declarações à Lusa, José Pedro Rodrigues considerou que o convite poderá estar relacionado com as "provas de dedicação e empenho" demonstradas no exercício do último mandato.

"O objetivo é, naturalmente, permitir o exercício de funções e responsabilidades que têm como objetivo servir os interesses dos matosinhenses em áreas sensíveis como são os transportes e a proteção civil", ressalvou.

O comunista sustentou que esta "convergência de trabalho" pode resultar na melhoria da qualidade de vida das populações, acrescentando que estes dois pelouros são "muito exigentes e complexos", exigindo respostas decisivas.

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