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Autarca de Montalegre inquieto com litígio por lítio entre empresas

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/09/2017 Administrator

O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, disse hoje estar preocupado e inquieto com o litígio entre as duas empresas envolvidas no processo de concessão e exploração de lítio neste concelho.

"Acredito que se trata de um projeto de interesse nacional e as partes terão obviamente de se sentar à mesma mesa e de ser mediadas para que se chegue a um acordo e se evite atrasar no tempo uma coisa que é urgente implementar e desenvolver no território", afirmou o autarca.

Para o presidente socialista, o projeto de exploração de lítio junto à aldeia de Carvalhais "será uma oportunidade única de combate ao despovoamento" deste município do distrito de Vila Real.

No entanto, segundo o Diário de Notícias de hoje, a empresa australiana Novo Lítio, que quer fazer a exploração, entrou em litígio com a portuguesa Luso Recursos, a quem foi atribuída a concessão neste território.

De acordo com a publicação, a Novo Lítio tem em curso um processo judicial contra a Luso Recursos com base no argumento de que, ao contrário do que estaria estipulado no acordo inicial, a empresa portuguesa não avançou com os pedidos oficiais junto do governo para a concessão das licenças.

O autarca de Montalegre, distrito de Vila Real, reagiu com surpresa e preocupação a esta notícia.

"Estamos a ver aqui alguma confusão instalada, algum imbróglio jurídico que poderá ter que ser encaminhado para os tribunais onde vai encalhar e, obviamente, que isso causa alguma inquietação", salientou.

Orlando Alves quer acreditar que as "partes vão chegar a um acordo". "Da parte da câmara, tudo faremos para que as partes se entendam e se chegue a um acordo que viabilize o desenvolvimento do plano de exploração", sustentou.

A empresa Dakota Minerals, agora Novo Lítio, prevê um investimento de cerca de 370 milhões de euros na exploração de lítio, na zona de Carvalhais, no concelho de Montalegre, e também na construção de uma fábrica para o processamento dos compostos de lítio.

O lítio é usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos.

Se os projetos avançarem, tanto a exploração como a fábrica, serão criados "mais de 200 postos de trabalho".

A empresa australiana já investiu cerca de um milhão de euros nas atividades de prospeção.

"Este projeto de exploração de lítio será uma oportunidade única de combate ao despovoamento da região", afirmou Orlando Alves.

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