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Autoridade da Indústria Extrativa de Moçambique deve ser independente do Governo -- patrões

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/10/2017 Administrator

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior organização patronal do país, defendeu hoje que a Alta Autoridade da Indústria Extrativa deve ser independente do Governo, para fiscalizar o cumprimento dos contratos dos grandes projetos.

A pertinência da Alta Autoridade da Indústria Extrativa foi hoje realçada pelo presidente do Departamento dos Recursos Minerais, Hidrocarbonetos e Energia da CTA, Chivambo Mamadhussen.

Aquele responsável falava durante a Cimeira do Gás de Moçambique, um seminário que junta em Maputo os setores público e privado, incluindo entidades internacionais, da área da indústria extrativa.

"A Alta Autoridade da Indústria Extrativa deve ser uma entidade independente do Governo, para assegurar uma supervisão credível dos contratos nos grandes projetos de exploração de recursos naturais", declarou Chivambo Mamadhusen.

Assinalando que a criação daquela entidade foi aprovada pelo executivo em 2014, Mamadhusen defendeu que a mesma deve entrar rapidamente em funcionamento para poder acompanhar a dinâmica que se regista na indústria extrativa.

Orador no tópico sobre os "Últimos desenvolvimentos no conteúdo local", o presidente do Departamento dos Recursos Minerais, Hidrocarbonetos e Energia da CTA afirmou que a Alta Autoridade da Indústria Extrativa deve assegurar que as multinacionais respeitem a exigência de incluir o empresariado nacional na sua atividade.

"Temos de garantir que os contratos assinados entre o Estado e os grandes projetos de exploração de recursos naturais incorporam o conteúdo local na sua atividade", declarou Chivambo Mamadhusen.

Por seu turno, Natália Camba, diretora de Segurança e Supervisão no Instituto Nacional dos Petróleos de Moçambique, o regulador do setor no país, assinalou que a participação das empresas moçambicanas nos projetos da indústria extrativa deve estar em linha com a necessidade de diversificar a economia.

"A ligação entre a indústria extrativa e o conteúdo local será uma forma de assegurar a diversificação e a robustez da economia nacional e evitar que os recursos naturais sejam uma maldição", declarou Natália Camba.

Camba exortou as empresas moçambicanas a prepararem-se para tirar proveito das oportunidades que serão oferecidas na fase de desenvolvimento da exploração do gás natural, ultrapassando as limitações com que se debatem.

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