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Autoridades admitem suicídio de funcionário ao serviço de Tóquio2020 por excesso de trabalho

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

As autoridades laborais japonesas reconheceram que o suicídio, em março, de um funcionário das obras do novo estádio de Tóquio para os Jogos Olímpicos de 2020 foi motivado por excesso de trabalho, foi hoje noticiado.

A conclusão do Departamento de Inspeções Laborais de Shinjuku, em Tóquio, é conhecida menos de três meses depois de a família do trabalhador em causa, de 23 anos, ter denunciado o caso, afirmou o seu advogado, em conferência de imprensa, citado pelos meios de comunicação japoneses.

O advogado destacou a importância e a rapidez da decisão, tomada na sexta-feira, o que, a seu ver, reflete a consideração das autoridades pelo impacto social do caso, indicou emissora pública NHK.

A investigação das autoridades laborais apurou que no mês anterior à sua morte, o jovem funcionário trabalhou mais de 190 horas extra -- muito acima do teto de 80 recomendado pela legislação laboral -- e concluiu que a morte decorreu de depressão e de outros problemas do foro psicológico causados pelo horário de trabalho.

O jovem entrou para a empresa Sanshin, subcontratada pelo grupo Taisei, encarregado principal do projeto, em abril do ano passado, depois de ter terminado a universidade. Desde dezembro geria a construção do piso do estádio olímpico.

Em 02 de março, o funcionário informou a empresa que ia renunciar. Depois de mais de um mês desaparecido, em 15 de abril, o seu corpo foi encontrado na prefeitura de Nagano (centro), a par com um bilhete de suicídio.

Após conhecer a decisão do departamento de inspeção do trabalho, os pais do jovem descreveram, num comunicado, como extremamente lamentável que não se tenha podido salvar a vida do filho e instaram os empregadores a evitar novos casos.

O reconhecimento deste caso tem lugar na mesma semana em que o gigante japonês da publicidade Dentsu foi condenado a pagar uma multa pela responsabilidade no suicídio de uma funcionária por trabalho excessivo. Por seu lado, a NHK admitiu que a morte, em 2013, de uma jornalista foi devida às longas jornadas laborais.

Em 2015, o governo japonês aprovou uma lei para travar este tipo de prática, mas a falta de rigor das empresas na hora de registar as horas extraordinárias e a disponibilidade dos empregados em alargar as jornadas de trabalho para receber bonificações dificultam o controlo.

Segundo o mais recente relatório estatal sobre o assunto, em 2016, foram registados 191 casos de "karoshi", ou morte por excesso de trabalho, incluindo os suicídios.

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