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Autoridades ucranianas acusam ex-PR georgiano de entrar no país "à força"

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

As autoridades ucranianas acusaram hoje o antigo Presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili de cometer um crime ao tentar "entrar à força" na Ucrânia, considerando tratar-se de "um novo ataque" contra Kiev.

"A entrada à froça numa fronteira ucraniana é um delito e os implicados devem ser castigados", escreveu o primeiro-ministro ucraniano, Vladimir Groisman, no Facebook.

Para o chefe do Governo, "não se trata simplesmente de uma violação da lei (...) É um novo ataque de alguns políticos contra o sistema estatal ucraniano, uma tentativa de desestabilizar a situação" no país.

O Presidente do país, Petro Poroshenko, também condenou a tentativa de entrada no país, considerando que Saakashvili "cometeu um crime, porque a fronteira não pode ser violada".

Na resposta, Saakashvili disse que o verdadeiro crime foi ter ficado sem cidadania ucraniana.

A Ucrânia impediu no domingo a entrada ao ex-presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili, que tentava deslocar-se ao país para recuperar a cidadania ucraniana que lhe foi retirada pelo Presidente Petro Poroshenko.

O comboio em que Saakashvili viajava foi bloqueado na estação de Przemysl, uma cidade do sudeste da Polónia próxima da fonteira ucraniana, e as autoridades ucranianas impediram-no de entrar no seu território.

O antigo chefe de Estado, que viajava na companhia da sua mulher, do filho de 11 anos e de diversos jornalistas, deslocou-se de seguida de autocarro em direção ao posto fronteiriço de Medyka, a poucos quilómetros de Przemysl.

No local, os guardas fronteiriços ucranianos recusaram a sua passagem "por razões de segurança" e advertiram que a zona do posto fronteiriço estava "minada", segundo um jornalista da agência noticiosa France-Presse que o acompanhava.

Saakashvili, 49 anos, referiu pretender participar nas eleições na Ucrânia, promover reformas e combater a corrupção.

Em julho, foi-lhe retirada a nacionalidade ucraniana, concedida em 2015 pelo governo de Kiev, após uma degradação das suas relações. Em paralelo, é alvo de um pedido de extradição dirigido pela Geórgia à Ucrânia por "abuso de poder".

O ex-líder de Tbilissi recebeu o apoio da antiga primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko, que hoje foi ao seu encontro em Rzeszow, sudeste da Polónia.

"Vimos defender Mikheil, mas também pretendemos defender a Ucrânia", disse Tymoshenko, que comparou a atual situação na Ucrânia à da época do presidente pró-russo Viktor Ianukovitch.

Saakashvili ainda possui o seu passaporte ucraniano e indicou que iria apresentá-lo na fonteira "com outros documentos legais", mas as autoridades ucranianas deram a entender que a sua intenção seria rejeitada.

Em seu favor, recordou que passou 14 anos da sua vida de adulto na Ucrânia e que participou nas duas rebeliões "pró-ocidentais" de Maidan, e no combate à corrupção na qualidade de governador de Odessa a partir de 2015.

Nesse ano, adquiriu a nacionalidade ucraniana, tendo perdido o seu passaporte georgiano, pelo facto de a Geórgia não admitir a dupla nacionalidade

Após subir ao poder na Geórgia na sequência da "revolução das rosas", Saakashvili dirigiu o país do Cáucaso do sul durante uma década.

Criticado pelo seu estilo autoritário, e em particular pela desastrosa guerra com a Rússia em 2008, é ainda procurado pela justiça georgiana por "abuso de poder", uma acusação que denuncia como "politicamente motivada".

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