Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Ayrton Senna: o mito continua vivo

Sportinveste 30/04/2014 Fonte: Sportinveste Multimédia
20 anos depois da morte, o Mundo recorda Ayrton Senna © Sportinveste Multimédia 20 anos depois da morte, o Mundo recorda Ayrton Senna

Ainda é o terceiro piloto na história da Fórmula 1 com mais vitórias (41), pódios (80) e pontos (614), atrás de Michael Schumacher e de Alain Prost.

Perfecionista, metódico, determinado, persistente e individualista - estes eram alguns dos traços do caráter do brasileiro Ayrton Senna, um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1 e um verdadeiro mago sob chuva ou em qualificação.

Conhecido como Beco em família, Harry durante o seu percurso nas categorias de promoção na Grã-Bretanha, ou simplesmente Mágico no "Grande Circo" da Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva nasceu em Santana, no estado de São Paulo, em 21 de março de 1960 e morreu em Imola, Itália, a 1 de maio de 1994, aos 34 anos.

Faz esta quinta-feira 20 anos, uma falha mecânica - a rutura da coluna da direção - lançou o Williams-Renault de Senna contra um muro de betão na curva Tamburello do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, na sétima volta do Grande Prémio de São Marino, terceira prova do Campeonato do Mundo.

Senna, campeão do Mundo em 1988, 1990 e 1991, rolava a cerca de 310 km/h e a colisão violenta foi inevitável. Com graves lesões cerebrais, provocadas pela perfuração do crânio por um tirante da suspensão, acabaria por ser declarado morto pouco depois de dar entrada no hospital Maggiore, em Bolonha.

Este foi um dos fins de semana mais trágicos da história da Fórmula 1: cerca de 25 horas antes tinha morrido o austríaco Roland Ratzenberger, que, aos 31 anos, disputava o seu terceiro Grande Prémio, quando o seu Simtek-Ford embateu a 315 km/h contra um muro de betão na curva Villeneuve, após perder uma parte da asa dianteira.

Na sexta-feira, na primeira sessão de qualificação, o Jordan-Hart de Rubens Barrichello descolou na Variante Baixa, a cerca de 200 km/h, embateu nas redes de proteção e capotou três vezes, deixando o piloto brasileiro inconsciente e impedido de alinhar na corrida, devido aos ferimentos sofridos, entre os quais uma fratura no nariz.

Mas a corrida também começou mal, pois, na largada, o português Pedro Lamy não conseguiu evitar que o seu Lotus-Mugen Honda embatesse violentamente na traseira do Benetton-Ford do finlandês J.J. Lehto, que ficara parado, e a colisão lançou uma roda para as bancadas, ferindo quatro pessoas.

Este acidente ditou a entrada em pista do "safety car", que controlou o ritmo do pelotão até à sexta volta, pelo que Senna realizava a sua primeira volta lançada quando se despistou.

Mais tarde, perto do final da corrida, o drama voltou a acontecer, mas desta vez nas "boxes": depois de reabastecer e trocar de pneus, o italiano Michelle Alboreto preparava-se para regressar à pista, quando se soltou uma roda do seu Minardi-Ford, num incidente de que resultaram ferimentos em três mecânicos da Ferrari e em um da Lotus.

O dramático Grande Prémio de São Marino de 1994 marcou uma viragem histórica na Fórmula 1, pois, não só obrigou a Federação Internacional do Automóvel (FIA) a alterar de forma radical as regras de segurança, como acabou por ser o momento da sucessão entre Ayrton Senna e Michael Schumacher.

Se acabava de perder o único campeão mundial do plantel, a Fórmula 1 assistia ao início da glória do mais titulado piloto de sempre: o alemão, então na Benetton-Ford, alcançou em Imola a terceira das suas quatro vitórias consecutivas na abertura da época, lançando-se em definitivo para a conquista do primeiro dos seus sete Mundiais.

Quando se assinala os 20 anos da morte de Ayrton Senna, Michael Schumacher, o homem que lhe "ocupou" o lugar - dominando a Fórmula 1 durante uma década -, luta pela vida numa cama de hospital, em coma após um acidente de esqui.

Já no final da carreira, Schumacher, que então foi muito criticado por ter celebrado no pódio o triunfo em Imola, ainda foi a tempo de retirar a Senna o seu mais emblemático recorde, ao totalizar 68 "pole positions" contra as 65 do brasileiro, que assim é segundo nesta estatística.

No entanto, 20 anos após a sua morte, Senna, que disputou 162 Grandes Prémios desde a sua estreia na Fórmula 1, em 1984 com um Toleman-Hart, ainda tem vários registos notáveis: é o terceiro piloto com mais vitórias (41), pódios (80) e pontos (614), sempre atrás de Schumacher e do francês Alain Prost.

Mantém, contudo, os recordes de 19 corridas lideradas de início ao fim (todas as voltas na liderança) e de cinco vitórias consecutivas no mítico GP do Mónaco.

Fonte: O Jogo

AdChoices
AdChoices
image beaconimage beaconimage beacon