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Banca em Moçambique acelera no próximo ano mas abaixo do ritmo anterior à crise

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

A consultora BMI Research antevê um segundo semestre de crescimento baixo no setor bancário moçambicano, que deverá recuperar mais significativamente a partir de 2018, mas ainda abaixo dos valores registados antes da crise da dívida.

"A perspetiva de evolução do setor bancário comercial em Moçambique está mais positiva do que as indicações do início do ano, devido ao um crescimento económico maior que o esperado inicialmente e por a inflação estar mais controlada", escrevem os analistas da BMI numa nota enviada aos investidores.

Na análise ao setor bancário moçambicano, a que a Lusa teve acesso, a BMI Research escreve que "os ativos do setor bancário deverão crescer 7% este ano" e acrescenta que o aumento dos empréstimos a clientes deverá ser de 17,5% em 2018 e 2019, "ficando abaixo da média de 27,7% registada entre 2008 e 2016".

Para justificar o crescimento do crédito, a BMI lembra que o setor da construção civil "foi mais resiliente do que as expectativas" que tinha no seguimento da crise da dívida: "A crise atual tinha feito com que inicialmente prevíssemos um declínio no investimento nas infraestruturas do país, mas os resultados do primeiro trimestre mostram que as construtoras são mais resilientes ao risco soberano do que tínhamos imaginado".

Isto, diz a BMI, "oferece aos bancos uma importante fonte de procura de crédito numa altura em que as outras oportunidades não abundam, sublinhando a retoma modesta nos empréstimos nos próximos meses".

A previsão de crescimento do crédito concedido pelos bancos neste e nos próximos dois anos, no entanto, não significa que o país esteja livre de perigo, dizem os analistas, lembrando que "as instituições financeiras vão continuar a enfrentar ricos que podem minar as previsões, nomeadamente no que diz respeito à atual crise orçamental".

Para a BMI, "o facto de as negociações com os credores ainda não terem começado mostra que existe um risco substancial de as reuniões não darem em nada, atrasando o envolvimento do Fundo Monetário Internacional (FMI)".

A degradação "do sentimento dos investidores que surgiria depois de um falhanço nas negociações pode fazer acabar a valorização do metical, o que manteria a inflação e as taxas de juro altas, o que por sua vez fará abrandar a recuperação dos empréstimos", conclui a BMI.

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