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Banco BCP passa de prejuízos a lucros de 89,9 ME no 1.º semestre

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

O BCP obteve lucros de 89,9 milhões de euros no primeiro semestre, o que compara com os prejuízos de 197,1 milhões de euros registados entre janeiro e junho de 2016, anunciou hoje o banco.

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o presidente do banco, Nuno Amado, considerou que o resultado líquido se deve à "melhoria continua do resultado 'core' [margem financeira mais comissões menos custos operacionais]", que foi até junho de 558,6 milhões de euros, mais 28% do que no primeiro semestre do ano passado.

Este resultado 'core' inclui as poupanças de 23,7 milhões de euros que o banco conseguiu no primeiro semestre em custos com pessoal, decorrente de um acordo feito com os sindicatos sobre a idade da reforma.

O banco destacou ainda a redução de NPE (non-performing exposures', em inglês), que se pode explicar por crédito problemático) de 721 milhões de euros no primeiro semestre, sobretudo graças a vendas, com Nuno Amado a considerar que o objetivo de redução para o total do ano será ultrapassado. O banco quer chegar a final de 2017 com menos de 7,5 mil milhões de NPE e tinha 7,8 mil milhões a 30 de junho.

Quanto aos resultados, a margem financeira foi de 678,5 milhões de euros entre janeiro e junho, mais 12,9% do que na variação homóloga, sendo que em Portugal aumentou 9% para 390,2 milhões.

Já as comissões bancárias subiram 1,1%, para 265,9 milhões, e as comissões relacionadas com mercados melhoraram 12,5%, para 64,4 milhões de euros no primeiro semestre 2017, face ao primeiro semestre de 2016.

Só na atividade em Portugal, as comissões desceram 1,9%, para 225,2 milhões.

Em termos de gastos, os custos operacionais desceram em termos homólogos 7%, para 450,2 milhões de euros, sendo que os custos com pessoal caíram ainda mais (11,8% para 241,5 milhões).

Olhando para o balanço, os recursos de clientes na atividade consolidada aumentaram 5,2%, para 66.070 milhões de euros, com aumento de 21% dos depósitos à ordem e queda de 8% dos depósitos a prazo.

Já em Portugal, os depósitos totais aumentaram uns ligeiros 0,9%, para 34.843 milhões de euros.

Do lado dos empréstimos, o crédito a clientes bruto caiu 2,4%, para 51.864 milhões de euros.

O banco destaca, contudo, o aumento de 20,1% na nova produção de crédito a particulares para 888,6 milhões até junho.

Quanto a indicadores da qualidade de crédito, a proporção de crédito vencido há mais de 90 dias face ao crédito total era de 6,4% em final de junho, melhor do que os 7,5% em 30 de junho de 2016, e o rácio de cobertura do crédito vencido há mais de 90 dias por imparidades aumentou para 110,1%.

Já o crédito em risco face ao total era no final de junho de 10,1%, também abaixo dos 11,9% de junho de 2016.

Quanto a imparidades e provisões, foram constituídas no primeiro semestre 415,3 milhões de euros, menos 49% do que entre janeiro e junho de 2016.

Por fim, o banco fechou junho com um rácio de solvabilidade CET1 de 13% com as regras do período de transição e de 11,3% com as regras totalmente implementadas, ambos acima dos que tinha em junho de 2016.

Na apresentação de resultados, hoje em Lisboa, o presidente do BCP, Nuno Amado, considerou que o banco está num "ano transitório, ainda difícil, complexo", mas que os resultados demonstram que "estão alinhados nos objetivos" definidos para 2018.

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