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Banco britânico financia rede da barragem angolana de Laúca em 230 MEuro

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

O banco Standard Chartered, com sede no Reino Unido e operações em vários países africanos, vai financiar a obra, em curso, da maior barragem hidroelétrica angolana, em Laúca, com mais de 230 milhões de euros.

De acordo com uma autorização presidencial a que a Lusa teve hoje acesso, o financiamento é para cobertura do projeto do sistema de transporte de energia associado ao Aproveitamento Hidroelétrico de Laúca, em construção na província angolana de Malanje, numa obra liderada pelos brasileiros da Odebrecht e que integra vários subempreiteiros portugueses.

O financiamento em causa, refere o mesmo despacho, de 12 de julho, assinado pelo chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, será no valor global de 265,8 milhões de dólares (230,6 milhões de euros).

Desde 09 de julho que o início dos testes na primeira turbina do Aproveitamento Hidroelétrico de Laúca, a maior barragem de Angola, que a partir de sexta-feira deverá colocar eletricidade na rede pública, está a condicionar o fornecimento elétrico a Luanda.

O Ministério da Energia e Águas alertou que os constrangimentos de eletricidade a Luanda deverão passar por perturbações no fornecimento e oscilações de tensão, devido à entrada em carga do primeiro grupo gerador.

O primeiro grupo gerador daquela barragem, na província angolana de Malanje, a maior obra pública em construção em Angola, começa a produzir 334 MegaWatts (MW) de eletricidade a partir de 21 de julho, conforme anúncio feito anteriormente pelo Governo.

Localizada entre as províncias do Cuanza Norte e Malanje, aquela barragem foi encomendada pelo Estado angolano por 4,3 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros), envolvendo financiamento da linha de crédito do Brasil, movimentando cerca de 9.000 trabalhadores.

Desde 11 de março que o enchimento em Laúca está a condicionar a operação nas restantes barragens já instaladas no rio Kwanza, devido ao reduzido caudal, limitando o fornecimento de eletricidade da rede pública a Luanda, por norma, a algumas horas por dia.

Em quatro meses está previsto que a barragem de Laúca atinja a quota 830, equivalente a uma albufeira com um volume de água de mais de 2.500 milhões de metros cúbicos, sendo por isso a maior em Angola.

O enchimento da barragem de Laúca só terminará em 2018, com a elevação até à quota 850, completando o reservatório na sua totalidade e permitindo a entrada em funcionamento das seis turbinas que estão instaladas e uma produção de cerca de 2.070 MW de eletricidade, mais do dobro da capacidade das duas barragens - Cambambe (960 MW) e Capanda (520 MW) - já em funcionamento no rio Kwanza.

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