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Banco central de Moçambique defende abordagem lusófona comum na resolução bancária

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O governador do banco central de Moçambique propôs hoje a criação de um entendimento comum no espaço da lusofonia para lidar com os eventuais processos de resolução de bancos que atuem nos países de língua oficial portuguesa.

"O défice mais importante que temos é a falta de regulamentação transfronteiriça, praticamente não existe; devíamos ser mais agressivos na área da cooperação, por exemplo através de um memorando de entendimento que vá além da supervisão e entre na regulação dos bancos", disse Rogério Zandamela.

Numa intervenção esta manhã em Lisboa, no XXVII Encontro de Lisboa entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, o responsável do banco central moçambicano exemplificou com o caso de "um banco que esteja a funcionar bem em Moçambique, mas que tenha recebido uma intervenção estatal na casa mãe", numa referência que assenta perfeitamente ao caso do português Novo Banco, acionista do banco Moza em Moçambique.

"Quando levado ao extremo, casos destes têm implicações para além do regulador, implica trazer o Ministério das Finanças para lidar com isto, e se não tratarmos com antecedência, arriscamos tensões políticas sobre como distribuir os custos da resolução do banco", defendeu o governador moçambicano.

Assumindo que "há boa vontade dos governadores", mas defendendo que "é preciso ir mais além e institucionalizar a previsibilidade sobre como estas matérias são tratadas", Zandamela acrescentou que esta ideia "é uma provocação, mas também uma sugestão".

No comentário imediatamente a seguir à intervenção, Carlos Costa concordou com a ideia e disse: "O desafio está aceite, e há vontade de trabalhar nisso".

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