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Bangladesh reclama zonas de segurança supervisionadas pela ONU na Birmânia

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Administrator

A primeira-ministra do Bangladesh pediu o envio de uma missão da ONU para a Birmânia e a criação de zonas de segurança supervisionadas pela organização para permitir o retorno ao país de origem da minoria muçulmana 'rohingya'.

"Peço uma missão da ONU na Birmânia" e a criação de "zonas seguras" naquele país "supervisionadas pelas Nações Unidas", disse na quinta-feira Sheikh Hasina na 72.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.

"Nós acolhemos atualmente 800.000 'rohingyas'", afirmou a primeira-ministra. "A Birmânia deve acabar com a limpeza étnica", acrescentou, afirmando condenar "ao mesmo tempo todo o extremismo violento".

As autoridades birmanesas justificaram as suas operações militares no oeste da Birmânia por causa de atos violentos atribuídos a extremistas muçulmanos.

A primeira-ministra do Bangladesh também denunciou a "colocação de minas terrestres ao longo da fronteira" entre a Birmânia e o Bangladesh, pelas autoridades birmanesas, "para impedir o regresso" dos 'rohingyas' que fugiram do oeste birmanês.

Na terça-feira, a líder de facto da Birmânia, Aung San Suu Kyi, garantiu que o seu país estava "preparado" para organizar o regresso de mais de 410.000 'rohingyas' refugiados no vizinho Bangladesh.

Aung San Suu Kyi afirmou "lamentar profundamente" a situação dos civis apanhados pela crise no estado de Rakhine.

"Estamos prontos para iniciar a verificação" das identidades dos refugiados, com vista ao seu regresso", disse Suu Kyi, num discurso difundido na televisão.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou hoje como um "genocídio em curso" as operações do exército birmanês contra a minoria muçulmana dos Rohingyas, depois de ter denunciado na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas uma "limpeza étnica".

Entrevistado a partir de Nova Iorque pela estação francesa TMC, o chefe de Estado confirmou que a França "vai tomar a iniciativa com vários dos seus parceiros no Conselho de Segurança" para que as Nações Unidas condenem "este genocídio que está em curso, esta limpeza étnica, e possam agir de maneira concreta".

Na terça-feira, perante a Assembleia-Geral da ONU, Macron já tinha denunciado a "limpeza étnica" contra os rohingyas, dos quais mais de 400 mil fugiram da Birmânia nas últimas semanas para se refugiarem no Bangladesh.

Em três semanas, o sul do Banglaldesh, que faz fronteira com a Birmânia, transformou-se num dos maiores campos de refugiados a nível mundial, à medida que refugiados 'rohingyas' fogem da Birmânia, causando uma degradação da situação humanitária.

A ONU tem vindo a denunciar uma "limpeza étnica" realizada pela Birmânia, provocada por uma vasta retaliação do exército após ataques de rebeldes 'rohingyas' em 25 de agosto.

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