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Barcelona/Ataque: Cidade acorda triste, mas com vontade de mostrar que o medo não vencerá

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/08/2017 Administrator

Barcelona acordou hoje mais triste, as pessoas circulam com semblante carregado, mas ao mesmo tempo turistas e residentes manifestam uma vontade de seguir em frente e de mostrar ao mundo que o medo não vencerá. "Não podemos mostrar-lhes medo, seria dar-lhes razão", disse hoje à Lusa Robert, de Barcelona, que às 08:30 colocava uma rosa vermelha nas Ramblas, em homenagem às vítimas do atentado de quinta-feira, que fez 13 mortos e 88 feridos. Trabalhador ...

Barcelona acordou hoje mais triste, as pessoas circulam com semblante carregado, mas ao mesmo tempo turistas e residentes manifestam uma vontade de seguir em frente e de mostrar ao mundo que o medo não vencerá.

"Não podemos mostrar-lhes medo, seria dar-lhes razão", disse hoje à Lusa Robert, de Barcelona, que às 08:30 colocava uma rosa vermelha nas Ramblas, em homenagem às vítimas do atentado de quinta-feira, que fez 13 mortos e 88 feridos.

Trabalhador num hotel junto à zona onde um terrorista atropelou centenas de pessoas, o jovem de 20 anos disse sentir que a cidade está hoje "muito triste, muito apagada", com as pessoas desconfiadas, a olhar "por cima do ombro".

"É uma sensação estranha", confessou.

Rachida, que tem 50 anos e há oito trabalha numa pastelaria nas Ramblas, hoje nem tinha forças para trabalhar.

"Trabalho sem vontade. Cheguei aqui às 06:00 e ainda não consegui fazer tudo", lamentava, admitindo sentir medo quando pensa que todos os dias atravessa as Ramblas várias vezes ao dia.

Além do medo, Rachida manifesta alguma incredulidade: "As Ramblas estão sempre cheias de polícia, como é que isto aconteceu?".

A presença da polícia é hoje ainda mais visível na cidade, com agentes espalhador por todas as esquinas e particularmente na zona das Ramblas e da Praça da Catalunha, onde tudo aconteceu.

O trânsito está cortado e há uma tensão que se sente, por exemplo, quando uma mala deixada por um jornalista no passeio nas Ramblas leva a polícia a começar a evacuar a zona. Além da polícia, também os jornalistas estão hoje em grande número junto ao local do ataque.

Também os turistas sentem essa tensão, e reagem como podem.

Jorge e Natália, de Las Palmas, nas Canárias, chegaram a Barcelona pouco depois do atentado e ficaram impedidos de chegar ao hotel, a meio das Ramblas.

Acabaram por conseguir chegar, horas depois, mas Natália confessa que nem conseguiu dormir "pelo medo, pelo susto".

"Foi-se a vontade, estamos assustados", disse.

O britânico Scott Hembrow, que caminhava nas Ramblas com a mulher e as filhas, uma das quais às cavalitas, mostrava-se mais determinado a não deixar estragar as férias,

"Estou um pouco apreensivo, mas vamos continuar, apesar disso. Vamos tentar aproveitar, pelas crianças", disse,

Continuar é também a palavra de Paco Sierra, o porta-voz do grupo municipal do partido Ciudadanos na autarquia de Barcelona, que na quinta-feira estava junto às Ramblas, onde foi obrigado a refugiar-se, juntamente com outras pessoas, três das quais feridas, num café da avenida, uma das mais movimentadas da cidade.

Depois de contar, emocionado, que viu "pessoas espavoridas a fugir", corpos no chão e tentativas de reanimação, o político disse que "não se pode ter medo. É preciso unidade e força e sermos corajosos para recuperar a normalidade, como fez Londres, Paris, Berlim ou Bruxelas".

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