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Barcelona/Ataque: Trump defende métodos insólitos para combater "terrorismo islâmico radical"

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/08/2017 Administrator

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu hoje o uso de métodos insólitos para pôr fim ao "terrorismo islâmico radical", ao referir-se a um mito urbano da ocupação norte-americana das Filipinas.

Depois de ter condenado o atentado hoje perpetrado em Barcelona e de ter oferecido a ajuda dos Estados Unidos às autoridades espanholas via Twitter, o Presidente aconselhou, num segundo 'tweet', a "estudar o que o general Pershing, dos Estados Unidos, fez aos terroristas quando os apanhou".

"E nunca mais lá houve terrorismo islâmico radical, durante 35 anos!", afirma Trump na sua mensagem.

O chefe de Estado fazia alusão a atos atribuídos ao general John Pershing em 1908, quando era governador em Moro, uma província muçulmana das Filipinas afetada por uma revolta.

Duas reputadas páginas da Internet de confirmação de factos -- Snopes e Politifact -- classificaram como um mito urbano o episódio que Trump já tinha evocado numa ação de campanha na Carolina do Sul em fevereiro de 2016, tendo afirmado, na altura, que "durante 25 anos, nunca mais ali houve problemas".

Conta uma das versões da lenda que o general Pershing, que se tornaria célebre como comandante do corpo expedicionário norte-americano em França em 1917, ordenou a execução de 49 prisioneiros filipinos muçulmanos com balas mergulhadas em sangue de porco -- um animal impuro, segundo a tradição muçulmana -- e, em seguida, que fossem enterrados envoltos numa pele de porco.

Ainda de acordo com a lenda, Pershing libertou o 50.º prisioneiro para que ele fosse contar aos outros rebeldes o que se passara, e estes, aterrorizados pela perspetiva de não ir para o paraíso, depuseram as armas.

A página da Internet Snopes, que publicou uma longa investigação sobre o tema, sublinha não ter "encontrado qualquer referência a este incidente nas biografias de Pershing e que tal não corresponde à forma como Pershing se comportava com os Moros",

Por sua vez, a página Politifact cita pelo menos quatro historiadores especialistas naquele período histórico que desmentem a autenticidade do episódio.

Trump foi fortemente criticado durante a campanha presidencial por ter afirmado que "a tortura funciona" e ter prometido reinstaurar a técnica de simulação de afogamento, instaurada pela administração de George W. Bush após o 11 de Setembro e suprimida por Barack Obama.

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