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BBVA Research prevê crescimento de 0,5% da economia portuguesa no 3.º trimestre

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

A economia portuguesa deverá crescer 0,5% no terceiro trimestre, recuperando parte da desaceleração do segundo trimestre, em que abrandou para os 0,3% face aos 1,0% de janeiro a março, prevê hoje o BBVA Research.

"Com base nos dados disponíveis até ao momento, o BBVA Research prevê que o crescimento no terceiro trimestre de 2017 se situará em cerca de 0,5% t/t (variação trimestral), recuperando parte da desaceleração do segundo trimestre, mas abaixo do que foi observado no final de 2016 e início de 2017", lê-se no 'Observatório Económico Portugal' daquela instituição.

Segundo nota, "isto seria o resultado do regresso ao crescimento por parte do consumo privado e das exportações, e apesar de algumas correções que possam ocorrer no investimento depois do forte aumento observado durante os últimos trimestres".

"O exposto anteriormente seria consistente com uma previsão de crescimento de 2,6% para o conjunto de 2017 e de 2,3% para 2018", acrescenta o BBVA Research.

De acordo com o departamento de análise do BBVA, os dados conhecidos do terceiro trimestre deste ano, referentes a julho, "apontam para uma estabilização do crescimento em taxas próximas de 0,5% t/t durante o terceiro trimestre de 2017, embora com uma alteração de composição em relação ao segundo trimestre": Enquanto se espera que o consumo e as exportações recuperem dinamismo, o investimento poderá "corrigir parte do impulso".

"Por um lado, as vendas a retalho desaceleraram levemente os seus registos em julho, em comparação com os últimos meses. No entanto, tanto o indicador que mede a confiança dos consumidores como os Indicadores Coincidentes de Atividade e Consumo desse mês mantêm a tendência de melhoria já observada ao longo do segundo trimestre de 2017", refere.

"Desta forma -- acrescenta - dada a queda observada durante o segundo trimestre, é de esperar um ligeiro impulsionamento do consumo privado durante o terceiro trimestre que, embora corrija parte do ajuste do trimestre anterior, não chegará aos crescimentos observados no quarto trimestre de 2016 e no primeiro trimestre de 2017".

De acordo com o BBVA Research, "o forte avanço do consumo, sobretudo ao longo de 2016, a queda nos níveis de poupança das famílias e o esgotamento de fatores que favoreceram Portugal recentemente fazem prever uma desaceleração do contributo do consumo privado para o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] nos próximos trimestres".

"Em qualquer caso, espera-se que tal processo ocorra de forma gradual, dada a manutenção de condições de financiamento pouco rigorosas e a retirada progressiva de estímulos por parte do Banco Central Europeu", refere.

Por outro lado, o banco espanhol nota que, embora os registos do segundo trimestre "tenham sido positivos em termos de investimento", o Indicador de Confiança Industrial da Comissão Europeia "mostra registos ligeiramente menos favoráveis em julho e agosto, sinal do aspeto incipiente da recuperação", o que, "juntamente com uma contribuição menor das existências, daria lugar a um avanço do investimento durante o terceiro trimestre menos intenso do que o observado no trimestre anterior".

"Contudo, a perceção internacional continua a melhorar e reflexo disso é a recente revisão da perspetiva do 'rating' [avaliação] de Portugal por parte da Moody's de estável para positivo", acrescenta.

Relativamente às exportações portuguesas, o BBVA Research antecipa que, "apesar da fraca evolução demonstrada entre abril e junho, mantenham a dinâmica positiva de final de 2016 e início de 2017 e continuem a contribuir para o crescimento do terceiro trimestre".

"A melhoria das previsões sobre o crescimento mundial, e especialmente sobre a Europa e Espanha, continuará a servir de apoio ao crescimento do país. Além disso, os ganhos de competitividade, juntamente com a instabilidade ainda existente em alguns dos destinos concorrentes de Portugal, continuarão a atrair o turismo", conclui.

Quanto às importações, que no segundo trimestre "reverteram parte da atonia que tinham vindo a apresentar", deverão manter este comportamento nos próximos trimestres, o que "reduziria, ou poderia inclusivamente chegar a tornar negativo o contributo do setor das exportações para o crescimento do PIB".

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