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BCE debateu diversas formas de início da retirada dos estímulos

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/10/2017 Administrator

O Banco Central Europeu (BCE) debateu na última reunião sobre política monetária diversas formas de começar a reduzir os estímulos monetários à economia no próximo ano, foi hoje anunciado.

Segundo as atas da última reunião de política monetária, hoje publicadas, o BCE assegura que o conselho de governadores debateu "algumas soluções gerais inerentes a vários cenários para a redução futura" do programa de compra de dívida, concretamente sobre "a escolha entre o ritmo e a duração planeados".

"Os benefícios de planear comprar (dívida) durante mais tempo combinado com a maior redução no ritmo comparam-se com os de um período de compras mais curto e maiores volumes mensais".

Nas duas situações, adiantam as atas da reunião, o conselho de governadores considerou que havia que ter em conta os riscos para a estabilidade dos preços se se ampliar o programa de compra de dívida.

Mas em qualquer cenário a política monetária continuará muito expansionista porque o BCE reinveste a principal quantidade dos títulos de dívida que vence, oferece muita liquidez aos bancos nas operações de refinanciamento e disse que as taxas de juro continuarão no nível atual durante bastante tempo.

O BCE empresta aos bancos a 0% e cobra 0,4% pelo excesso de reservas.

Desde finais de 2014, o Eurosistema, que inclui o BCE e os bancos centrais nacionais, acumulou uma grande quantidade de dívida do setor público e privado, que manterá no seu balanço, reinvestindo o pagamento principal, todo o tempo que seja necessário, segundo as atas.

O conselho de governadores debaterá na próxima reunião de finais de outubro a redução das compras de dívida pública e privada na zona euro a partir do próximo ano.

Em julho, o BCE considerou "por amplo acordo" que é necessário que a política monetária apoie o regresso da inflação a taxas próximas, mas um pouco abaixo de 2% a médio prazo.

Um membro do conselho de governadores considerou que estão reunidas as condições para ajustar a intensidade da expansão monetária e que estas proporcionariam a oportunidade para reduzir as compras de dívida.

Mas em geral, o conselho de governadores considera que qualquer avaliação nova da sua política monetária "deveria proceder de forma muito gradual e cautelosa, ao mesmo tempo que se mantém flexibilidade suficiente" porque há incerteza em relação à inflação e às condições financeiras.

Precisamente a apreciação do euro é um fator que contribuiu para o agravamento das condições financeiras e que o BCE vai dar especialmente atenção porque também põe em perigo o regresso da inflação.

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