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BCE deve acalmar mercados na 5.ª feira sem grandes mudanças na política monetária

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O Banco Central Europeu (BCE) realiza na quinta-feira uma reunião de política monetária e o seu presidente, Mario Draghi, deverá tranquilizar os mercados quanto à continuação do rumo seguido, sem mudanças bruscas.

"O BCE vai tentar acalmar os mercados não modificando de forma significativa a orientação futura" da política monetária, previu o economista Holger Schmieding, do banco Berenberg, citado pela AFP.

Desde 2015, o BCE tem mantido as suas taxas de referência em mínimos históricos e com avultadas aquisições de dívida pública e privada.

A política adotada tem permitido apoiar o crescimento económico da zona euro e afastar a ameaça de deflação, que pairava em 2014.

Na sua última reunião, em junho, o BCE deu sinais de estar a preparar uma transição suave na política bastante flexível que tem seguido, mas no final desse mês declarações de Draghi num seminário em Sintra, no distrito de Lisboa, agitaram os mercados.

"À medida que a economia recupera temos de gradualmente ajustar os parâmetros de política, para garantir que os nossos estímulos acompanham a recuperação", afirmou Draghi, no que foi interpretado como um sinal de que há espaço para retirar mais depressa do que o previsto os estímulos adotados pelo BCE.

Com uma recuperação económica mais sólida na zona euro, o BCE procura "normalizar" a sua política, à semelhança do que já acontece com a Reserva Federal (Fed), banco central norte-americano.

Mas com a taxa de inflação a recuar em junho para 1,3%, como foi confirmado na segunda-feira, o BCE está longe de ter atingido o seu objetivo de estabilidade nos preços, com uma inflação próxima mas ligeiramente abaixo de 2%.

Para a maioria dos analistas, o BCE deverá esperar pela reunião de setembro antes de anunciar quais são as suas intenções em relação ao programa de compra de ativos, que está em vigor até ao fim do ano, com um volume mensal de aquisições de 60 mil milhões de euros.

"Prevemos uma redução do ritmo de compra de 10 mil milhões de euros por mês a partir de janeiro de 2018, com um prolongamento do programa até ao fim de junho", indicou Jennifer McKeown, analista da Capital Economics.

Os economistas também não esperam que se registem alterações nas taxas de juro, com a principal taxa de refinanciamento atualmente em zero e a taxa de depósitos em -0,40%.

O BCE já indicou que só deve subir as taxas de juro depois do fim do programa de compra de dívida.

Se optar por seguir o que fizeram outros bancos centrais, isso só acontecerá seis meses após o fim do programa, ou seja, o BCE pode deixar as taxas de juro inalteradas até finais de 2018.

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