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BE acusa PSD/CDS de "discurso xenófobo e socialmente racista" na atribuição de vistos gold

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou hoje que o pedido de apenas oito vistos 'gold' desde 2012 para atribuição de emprego mostra que PSD e CDS-PP têm um "discurso xenófobo e socialmente racista".

À margem de uma ação de pré-campanha na Feira de Carcavelos, em Cascais, juntamente com a candidata autárquica bloquista, Cecília Honório, a coordenadora do BE comentou a notícia de hoje do Jornal de Negócios que, citando dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), dá conta de que desde 2012 foram atribuídos mais de cinco mil vistos 'gold' pelas autoridades portuguesas, sendo que apenas oito envolveram criação de emprego no país.

"Ou seja, PSD/CDS criaram um programa que permite a qualquer pessoa ter direito de residência desde que fosse rico. Isto é aceitável? Haverá discurso mais xenófobo e socialmente racista do que este? Do que dizer que se forem ricos, os emigrantes são bem-vindos, venha lá o dinheiro de onde vier. Se forem pobres e estiverem a trabalhar e a pagar as suas contribuições, fechamos-lhes a porta. Não é assim num país decente", comentou.

A líder bloquista disse ainda que a notícia "mostra bem como PSD/CDS encontraram um mecanismo que tem todos os riscos de lavagem de dinheiro no nosso país, nas mais variadas atividades", às quais o país não quer estar ligado.

Durante a ação na Feira de Carcavelos, muitos vendedores de etnia cigana disseram ser alvos de discriminação e apelaram a Catarina Martins para que os defendesse.

"É assunto que entrou na campanha autárquica da pior maneira, pelo PSD, que decidiu adotar numa das suas candidaturas [Loures] um discurso racista, xenófobo e que nunca tínhamos visto em Portugal até agora. O racismo é o pior que se pode fazer em política", sublinhou.

O candidato à Câmara de Loures pelo PSD, André Ventura, afirmou em julho que os ciganos viviam exclusivamente dos subsídios do Estado, acusando especificamente a comunidade de ter uma cultura de "impunidade", declarações que motivaram polémica.

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