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BE chama ministro da Saúde ao parlamento com urgência

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

O BE vai chamar o ministro da Saúde ao parlamento com caráter de urgência para prestar esclarecimentos sobre as reivindicações dos enfermeiros e "medidas concretas" para lhes corresponder, anunciou o grupo parlamentar bloquista.

"O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda requer, com caráter de urgência, a audição do ministro da Saúde sobre a situação dos profissionais de enfermagem, suas reivindicações e medidas concretas para corresponder às mesmas", lê-se no requerimento subscrito pelo deputado Moisés Ferreira.

O BE junta-se, assim, ao PCP que já havia divulgado ter pedido a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, para prestar esclarecimentos sobre a situação dos enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os bloquistas defendem que "repor o valor das horas de qualidade, garantir as 35 horas para todos os profissionais de enfermagem, aumentar a base salarial destes profissionais e valorizar a sua especialização são propostas que devem avançar rapidamente", além da "necessidade de contratar mais profissionais de enfermagem para o SNS" e "negociar a revisão da carreira de enfermeiro".

"O Governo tarda em assumir estas medidas e estes compromissos com os profissionais de enfermagem, o que já levou à marcação de uma nova greve para o início de outubro", sublinham.

Os enfermeiros cumprem hoje o último de cinco dias de greve nacional e juntaram aos vários protestos que têm realizado pelo país uma concentração junto à Assembleia da República, à tarde.

Durante os quatro primeiros dias de greve a adesão dos profissionais tem andado em valores entre os 80 e os 90%, segundo o Sindicato dos Enfermeiros, que marcou a paralisação em conjunto com o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem.

Várias cirurgias programadas foram adiadas e muitas consultas canceladas.

Os enfermeiros reivindicam a introdução da categoria de especialista na carreira de enfermagem, com respetivo aumento salarial, bem como a aplicação do regime das 35 horas de trabalho para todos os enfermeiros, mas a secretaria de Estado do Emprego considerou irregular a marcação desta greve, alegando que o pré-aviso não cumpriu os dez dias úteis que determina a lei.

O braço de ferro entre enfermeiros e Ministério da Saúde prolonga-se desde julho, com a reivindicação da integração da categoria de especialista na carreira.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, deu o seu apoio ao protesto dos enfermeiros especialistas, bem como à greve convocada por dois dos sindicatos de enfermeiros. De fora desta paralisação ficou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

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