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BE defende organização florestal com mais produtividade mas menos eucalipto

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/07/2017 Administrator

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt **

A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu hoje em Leiria uma organização do território florestal que permita mais produtividade, com uma melhor organização do eucalipto, mas sem mais plantação desta espécie.

Segundo a coordenadora do BE, as empresas da pasta de papel pretendem "aumentar a sua produtividade sem diminuírem a área de eucalipto no país, abandonando o interior que perde uma fonte de rendimento", o que é "um problema" para o Bloco.

"Precisamos de uma gestão florestal de que faz parte a celulose - sabemos que a pasta de papel pesa nas exportações portuguesas -, mas o ordenamento da nossa floresta não pode ser feito só para responder aos interesses das celuloses. Tem de ser feito para garantir a floresta enquanto serviço ecológico do país e a segurança das populações", sublinhou Catarina Martins, à margem do Fórum da Floresta "Que políticas públicas?", que decorreu hoje na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Leiria.

Reconhecendo que há já várias medidas sobre o ordenamento florestal em que o consenso político é alargado aos vários partidos, Catarina Martins adiantou que uma das "matérias mais difíceis tem a ver com os interesses financeiros poderosos das celuloses, que querem transportar o eucalipto do interior para o litoral, onde há mais produtividade, sem reduzirem a área".

Catarina Martins defendeu "uma organização do território que permita mais produtividade, porque se organiza melhor o eucalipto onde ele está, e quando ele muda, diminuir a [sua] área porque o país já tem eucalipto a mais e, se aumenta a produtividade, não é preciso mais eucalipto".

Segundo a líder do BE, "Portugal já tem a maior área de eucalipto absoluta da Europa e uma das maiores do mundo".

"Há oficialmente 812 mil hectares de eucalipto, mas informalmente existirá (o próprio Governo o reconhece) um milhão de hectares de eucalipto", o que é um perigo", acrescentou.

Durante o evento de hoje organizado pelo BE, Catarina Martins afirmou que foi possível "ouvir especialistas, até sobre as alterações na especialidade", que pretende que aconteçam "até ao fim da sessão legislativa".

"O território é um risco por não haver gestão florestal. Precisamos de mudar a gestão da floresta para deixarmos de ter risco. Para isso é preciso revogar a lei que liberalizou os eucaliptos de Assunção Cristas [ex-ministra do CDS com a pasta da Agricultura e do Mar], conseguir juntar terrenos para poder gerir a floresta e ultrapassar o problema do minifúndio", sublinhou a líder do BE.

Catarina Martins considerou ainda que os terrenos que não têm dono devem passar para o Estado e os que estão abandonados "e que não cumprem o ordenamento da floresta previsto para determinada área devem ser compulsivamente arrendados às unidades de gestão florestal que os trabalhem".

"É preciso ter uma intervenção pública forte. A legislação já prevê que naquilo que é a rede primária de gestão de combustível, ou seja à volta de estradas, os corta fogos, o Estado já possa intervir mesmo em terrenos privados. O problema é que o Estado não tem feito esse trabalho", lamentou, apelando para que haja uma candidatura aos fundos de prevenção de catástrofe da União Europeia, onde se "deve pôr a limpeza da rede primária e o cadastro florestal como formas de prevenção de tragédia".

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