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BE diz que adiamento pedido pelo PS põe em causa reforma florestal

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O BE defendeu hoje que o adiamento da votação da reforma florestal pedido pelo PS cria uma situação de "enorme dificuldade" em votar em plenário os diplomas na próxima semana, mas os socialistas expressaram confiança num consenso.

"A situação que está neste momento criada é uma situação de impasse", afirmou aos jornalistas o deputado do BE na comissão de agricultura Pedro Soares, sobre o chamado pacote florestal, que incluía acordos de princípio já anunciados entre bloquistas e socialistas relativamente a matérias como a redução da área de eucalipto.

O PS pediu hoje o adiamento potestativo da votação na especialidade, na comissão de Agricultura, justificado pela coordenadora socialista dessa comissão, Júlia Rodrigues, com as propostas de alteração "que foram bastantes e de grande qualidade, de todos os grupos parlamentares".

"Chegámos à conclusão de que era melhor pedir o adiamento para que consigamos chegar a um texto bom, um texto conjunto", afirmou a deputada do PS aos jornalistas, sublinhando que há empenhamento de todos para que seja alcançado um consenso e os diplomas possam ser votados no dia 19 de julho, dia de plenário quase exclusivamente dedicado a votações.

Questionada sobre os motivos de desacordo com o BE, Júlia Rodrigues respondeu que está em causa, "essencialmente, a questão da redução da área de eucalipto".

Interrogada sobre os contributos do PSD, a deputada socialista afirmou: "O PSD apresentou propostas também úteis e significativas para que possam também ser integradas e é esta análise comum, esse esforço comum, que vamos tentar conciliar até terça-feira".

O deputado do BE reagiu ao adiamento considerando que "a situação que está criada é de enorme dificuldade".

"O PS pretende fazer este debate na véspera da votação final em plenário [marcado para dia 19 de julho]. Não acreditamos que seja possível nove diplomas, 17 alterações à legislação, possam ser debatidos, que possam ser encontrados consensos, que possam ser votadas na especialidade em apenas algumas horas", declarou.

Para o Bloco, "aquilo que configura esta proposta do PS é uma espécie de adiamento de todo o processo legislativo relativo à floresta, o que lamentamos".

"Tínhamos acordos de princípio com o Governo sobre matérias como a redução da área do eucalipto quando se trata de permutas, uma moratória à plantação de eucalipto até que os planos regionais de ordenamento da floresta fossem vertidos nos planos diretores municipais, de modo a garantir que a plantação seja já num quadro de ordenamento florestal", recordou Pedro Soares.

A simplificação do cadastro e o arrendamento compulsivo das áreas abandonadas eram outras das matérias em que o BE e o PS anunciaram no dia 28 de junho que haviam chegado a acordo.

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