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BE garante "estabilidade" governativa mas quer "ir mais longe" nas reformas

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou hoje que existe "estabilidade" política em Portugal, congratulando-se com o "avanço" nas novas regras para reformas antecipadas, mas alertando que é preciso "ir mais longe" nessa matéria.

"É um avanço, é um passo importante, é sabido que o Bloco de Esquerda acha que devíamos ir um pouco mais longe. São matérias que, seguramente, vamos continuar a trabalhar. Achamos que já é mais do que tempo para acabar com o fator de sustentabilidade para quem já trabalhou 40 anos e tem 60 anos. Não é aceitável a penalização das reformas", disse.

Catarina Martins, que falava aos jornalistas em Portalegre, no âmbito de uma ação de pré-campanha eleitoral autárquica com candidatos do BE naquela cidade alentejana, considerou, no entanto, que existem "dois problemas para resolver" na área das reformas antecipadas.

"[Nos casos de] quem pediu a reforma antecipada ao abrigo da lei anterior e tem longas carreiras contributivas e tem reformas de absoluta miséria, é preciso compreender como é que se vai responder a estas pessoas", disse.

Por outro lado, a coordenadora do BE alertou que é preciso "valorizar" as pensões baixas em Portugal, esperando que, no âmbito do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), "tenham um cuidado especial".

"Eu acrescentaria a estes problemas o desemprego de muito longa duração", lamentou.

Questionada sobre se existe estabilidade governativa no país, Catarina Martins, recordou, como exemplo, as medidas hoje anunciadas pelo Governo sobre as reformas antecipadas.

"Instabilidade é as pessoas ligarem a televisão e não saberem se vão ter um corte na pensão ou não, instabilidade é as pessoas nunca saberem com o que contam no dia seguinte, instabilidade é haver um compromisso no país em que há divergências, em que há diferenças", disse.

"Hoje ficou-se a saber que houve mais um problema que começou a ser resolvido. Há muitos mais para resolver, mas a estabilidade é isso", acrescentou.

Sobre as negociações entre o BE e o Governo em relação ao OE2018, Catarina Martins defendeu que o "crescimento económico tem de reverter a favor das pessoas que vivem do seu trabalho".

O Conselho de Ministros aprovou hoje novas regras para a reforma antecipada de carreiras muito longas, uma medida que implica uma despesa adicional próxima dos 50 milhões de euros, segundo o ministro do Trabalho.

"Com estas alterações, que temos vindo a discutir com a Concertação Social, aproxima-se de 50 milhões de euros a despesa adicional deste conjunto de alterações", afirmou o ministro Vieira da Silva, adiantando esperar que, entre os pensionistas que venham a requerer a pensão no final de 2017 e em 2018, "sejam pouco mais de 15 mil pensionistas" a aderir a este regime.

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