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BE insiste na necessidade de processo "mais justo" de integração de imigrantes

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

O BE insistiu hoje na necessidade de Portugal ter um "processo mais justo" de integração dos imigrantes, escusando-se a comentar o parecer do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre o novo regime.

"O que temos entre nós é uma escolha: ou escolhemos uma cultura de fechamento, de criação de obstáculos à vinda de imigrantes para Portugal, ou pelo contrário, criamos uma cultura de acolhimento, que não perdendo regras seja respeitadora dos direitos das pessoas", afirmou o deputado bloquista José Manuel Pureza, em declarações à agência Lusa.

Lembrando que o novo regime da lei da imigração surgiu no parlamento por proposta do BE, José Manuel Pureza disse não querer comentar "aquilo que não é público" e que não conhece - o parecer do SEF hoje noticiado pelo DN -- mas, insistiu que a lei em vigor pretende estar do lado dos que querem ter uma situação "regular" e pretende ainda ser uma forma de "combater tendências xenófobas".

Esta tarde, no parlamento, o vice-presidente da bancada socialista Pedro Delgado Alves rejeitou as críticas de PSD e CDS-PP às alterações à lei da imigração, considerando que procuram provocar o medo e vão contra a "boa tradição de acolhimento" das comunidades imigrantes.

"A matéria de acolhimento dos que vêm residir para Portugal e mais tarde vêm a adquirir a nacionalidade tem sido sempre matéria de consenso entre todos os partidos", salientou Pedro Delgado Alves.

PSD e CDS-PP reiteraram hoje as críticas às mudanças na lei que regula a entrada, permanência e saída de estrangeiros perante a divulgação, pelo Diário de Notícias, de um parecer do SEF que considera o novo regime o que "doutrinariamente se chama de regularização extraordinária de imigrantes, em contraciclo e contra a posição que vem sendo assumida pela União Europeia [UE]".

Na Festa do Pontal, em 13 de agosto, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou o Governo de fazer uma cedência ao "radicalismo de esquerda" com uma alteração "à lei de estrangeiros, que na prática permite que qualquer pessoa possa ter autorização de residência em Portugal desde que arranje uma promessa" de contrato de trabalho, declarações que mereceram críticas de PS e BE, que classificaram o discurso como "racista e xenófobo".

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