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"Bigre" é "Espetáculo de Honra" do Festival de Almada e regressa em 2018

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

A peça de abertura do Festival de Almada deste ano, "Bigre", foi o "Espetáculo de Honra", escolhido pelo público, regressando assim à programação do certame, no próximo ano.

O apuramento da escolha do público foi feito na madrugada de hoje, após o espetáculo de fecho do festival, disse à agência Lusa fonte do Festival.

"Bigre - Mélo Burlesque. Apre-Melodrama Burlesco", de Pierre Guillois, coescrito por Agathe L'Huillier e Olivier Martin-Salvan, abriu o Festival no palco grande, na Escola D. António da Costa, em Almada, levado à cena pela Compagnie le Fils du Grand Réseau, de França.

Sobre a peça, estreada em 2014, na folha de informação do Festival de Almada lê-se: "Pode uma comédia desopilante, sem texto falado, ser simultaneamente uma peça burlesca e um espectáculo de melodrama?".

"'Bigre' é a prova de que sim, pode. Três personagens (dois homens e uma mulher) vivem em três quartos de criada, numa qualquer das nossas cidades povoadas de numerosas solidões. O destino destes três 'cromos' é o falhanço, desde as acções quotidianas mais triviais até à abordagem dos grandes problemas da existência. Mas os seus falhanços, além de cómicos, são sobretudo irresistíveis".

A peça, que contou com o apoio do Ministério da Cultura e da Comunicação de França, através da Direção Regional de Assuntos Culturais da Bretanha, já foi levada à cena em mais de 30 cidades, em França e na Suíça, segundo a mesma fonte.

Este ano, a peça recebeu o Prémio Molière para Melhor Comédia e o jornal francês Le Monde, na sua crítica, disse que o riso suscitado por este espetáculo "tem um cariz particular: traz consigo uma emoção que não se apaga com o final da peça".

Pierre Guillois, autor, ator e encenador, foi o artista associado da Scène Nationale de Brest, na Bretanha, no extremo noroeste de França, entre 2011 e 2014.

De 2005 a 2011, dirigiu o Théâtre du Peuple de Bussang, na região da Alsácia, no centro-leste de França, e foi artista associado do Centre Dramatique de Colmar, também na Alsácia, entre 2001 e 2004.

Segundo informação do Festival de Almada, Guillois tem alternado o seu percurso entre o teatro e a ópera, e tem dirigido textos de Rémi De Vos, Alfred Jarry e Maurice Maeterlinck, entre outros.

"Bigre", que regressará no próximo ao Festival de Almada, foi interpretada por Pierre Guillois, Agathe L'Huillier e Olivier Martin-Salvan. O cenário é de Axeal Aust, a assistência artística de Robin Causse, o desenho de luz de Marie Hélène Pinon, e os efeitos especiais de Abdul Alafrez, Ludovic Perché, Judith Dubois e Guillaume Junot.

Na terça-feira à noite foi também conhecido o vencedor do Grande Prémio Carlos Porto/2016, o jornalista Gonçalo Frota que se destacou pela "aprofundada cobertura (...) de vários espetáculos do Festival de Almada", segundo o júri.

O Prémio, que toma o nome do crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto, falecido em outubro de 2008, "destina-se a galardoar a autor do melhor texto, ou conjunto de textos, publicados na imprensa portuguesa e estrangeira, tendo por objeto o Festival de Almada".

Além do Grande Prémio Carlos Porto, foram atribuídos os prémios Carlos Porto para a imprensa especializada, a Osvaldo Obregón, pelo texto publicado na Revista ADE, "no qual faz uma ampla retrospetiva sobre o Festival de Almada", e o Carlos Porto para a imprensa generalista, a António Marques, pelos textos publicados no jornal Raio de Luz, "destacando o facto de se tratar de uma publicação regional".

Foram ainda atribuídas Menções Honrosas a Manuel Xestoso, pelos textos publicados no Teatro Crítico Universal, Claudia Galhós, pelo texto no semanário Expresso, e a Juan Ignacio Garcia Garzón, pelo texto no diário espanhol ABC.

O júri deste ano foi constituído por Miguel Ribeiro, representante da Câmara Municipal de Almada, que presidiu, Francisco Bélard, pelo Clube de Jornalistas, Luís Pacheco Cunha, pelo CENA-Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos, Anabela Natário, pelo Sindicato dos Jornalistas, e Tiago Torres da Silva, pela Sociedade Portuguesa de Autores.

A cerimónia de entrega realizou-se na Escola Básica Integrada Dom António Costa, em Almada, no final do espetáculo de encerramento, a comédia "Sonho de Uma Noite de Verão", de William Shakespeare, pela companhia galega Voadora.

A 34.ª edição do Festival, orçada em 820 mil euros, contou 44 produções de teatro, dança e música, 27 das quais espetáculos de sala. Destes, 13 foram criações portuguesas, cinco delas em estreia.

Espetáculos e animação de rua, concertos, exposições e debates foram outras das propostas do Festival, que este ano homenageou o artista plástico, cenógrafo e figurinista António Lagarto.

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