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Birmânia acusa minoria rohingya de utilizar crianças-soldado

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/08/2017 Administrator

A líder de facto do Governo birmanês, Aung San Suu Kyi, acusou hoje os rebeldes muçulmanos rohingya, que levam a cabo ataques no oeste do país, de utilizarem crianças-soldado e de incendiarem aldeias.

"Os terroristas combateram as forças de segurança utilizando crianças na linha da frente", acusou o gabinete da conselheira de Estado, Aung San Suu Kyi.

Segundo as autoridades birmanesas, trata-se de crianças de aldeias, equipadas com facas, principal arma dos ataques perpetrados desde sexta-feira.

"Também incendiaram as aldeias de minorias étnicas", refere uma declaração publicada na conta de Facebook da conselheira de Estado, via de comunicação oficial do governo civil.

Estas acusações foram desmentidas pelo Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA), que tinha reivindicado ataques coordenados contra várias esquadras ocorridos desde sexta-feira.

"Durante os seus raides nas aldeias rohingya, os soldados birmaneses fizeram-se acompanhar de extremistas" budistas, que "incendiaram casas", denunciou hoje o grupo de rebeldes através da sua conta oficial na rede social Twitter.

A onda de violência tem lugar no estado de Rakhine, no oeste da Birmânia (Myanmar), palco há vários anos de forte tensão entre muçulmanos rohingya e budistas.

Desde sexta-feira, os confrontos fizeram pelo menos 92 mortos, incluindo 12 membros das forças de segurança, segundo a polícia.

Os confrontos reacenderam-se depois de uma comissão, liderada pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, ter apresentado ao Governo birmanês um relatório com recomendações para acabar com a violência no estado de Rakhine e promover o desenvolvimento da região.

Mais de um milhão de rohingya vivem em Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil membros daquela comunidade confinados em 67 campos de deslocados, onde enfrentam diversas privações, nomeadamente de movimentos.

Os rohingya são uma minoria apátrida considerada pela ONU uma das mais perseguidas do planeta.

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