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Bombeiros de Espinho "atónitos e desmotivados" com chumbo de novo quartel na AM

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/09/2017 Administrator

O presidente da associação humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Espinho descreveu hoje os seus cerca de 150 operacionais como "atónitos e desmotivados", dado a Assembleia Municipal ter chumbado a cedência do terreno destinado ao novo quartel.

"Ficámos todos atónitos com esta decisão, que nos deixa totalmente desmotivados, já que o que esperávamos para uma obra desta importância - e até porque se trata de uma corporação pioneira que foi a primeira do país a resultar de uma fusão entre dois corpos de bombeiros diferentes - era a unanimidade da Assembleia ou, no mínimo, uma maioria esmagadora", realçou.

Situada junto à Nave Desportiva de Espinho, a área em causa era "imprescindível" para a construção do edifício que já tem garantidos 980.000 euros de financiamento ao abrigo do POSEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e cujo concurso público para a respetiva empreitada a corporação pretendia lançar hoje - o que já não acontecerá.

"Há meses que estava tudo tratado para a câmara nos entregar o terreno e ontem [quarta-feira] a oposição chumbou a cedência na Assembleia Municipal", explicou o presidente Conde Figueiredo à Lusa, que responsabiliza pela decisão PS, CDU, BE e os presidentes de junta de Espinho e Anta-Guetim.

Em comunicado, a presidência da Câmara Municipal afirma que o veto da oposição "impede a concretização de tão importante investimento para as populações e para os bombeiros de Espinho".

"Trata-se de um sério revés para o futuro e a viabilidade da corporação", acrescenta a autarquia que vê "assim travado um processo construído em sintonia com os bombeiros, o que vai deitar por terra um financiamento comunitário de 1,154 milhões de euros e a grande oportunidade de modernizar e aumentar a operacionalidade e capacidade de resposta da corporação".

A câmara responsabiliza pelo chumbo apenas o PS, lembrando que no processo de financiamento da construção do novo quartel já antes encontrou "entraves por vezes pouco claros por parte do partido".

Contactada pela Lusa, a deputada do PS na Assembleia Municipal, Autora Morais, diz que o problema é o processo "ser pouco claro desde o início" e envolver uma "permuta incorreta de terrenos", já que a cedência de 7.000 metros quadrados por parte da câmara implica que, em troca, a corporação lhe ceda os dois quartéis que ocupa atualmente na zona nobre da cidade.

"De forma muito sintética, a câmara querer permutar uma bicicleta por um Ferrari", diz a deputada que já presidiu à associação humanitária dos extintos Bombeiros Espinhenses.

"Comprou o terreno de Anta por uma bagatela, com recurso a expropriações, e agora avaliou-o em 1,341 milhões de euros para ele corresponder melhor ao valor dos dois quartéis no centro da cidade, cada um avaliado em cerca de 650.000 euros", explica.

Disso resulta assim "um claro prejuízo para os bombeiros, que, se vendessem os quartéis por sua própria iniciativa, ficavam a ganhar muito mais".

A Lusa contactou Nuno Almeida, presidente da Junta da União de Freguesias de Anta e Guetim, gerida pelo PS, mas esse não esteve contactável. O mesmo aconteceu com Rui Torres, presidente da Junta de Freguesia de Espinho eleito pelo PSD, e com Jorge Carvalho, o deputado da CDU.

Quanto ao BE, solicitou à distrital do partido o contacto do seu deputado em Espinho, mas a estrutura não o disponibilizou.

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