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Bombeiros de Espinho na rua para esclarecer população sobre quartel chumbado

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/09/2017 Administrator

Os Bombeiros Voluntários do Concelho de Espinho concentraram sexta-feira 26 viaturas e cerca de 80 operacionais na zona pedonal da cidade, para esclarecer publicamente a questão autárquica que está a impedi-los de construírem um novo quartel.

Em causa está o veto, em Assembleia Municipal, na passada quarta-feira, da permuta que viabilizaria a troca dos dois atuais quartéis da corporação - imóveis que pertenciam às corporações individuais que em 2015 protagonizaram uma fusão pioneira no país - por um terreno da Câmara Municipal na freguesia de Anta, junto à Nave Desportiva.

"A criação de um quartel novo sempre esteve subjacente à fusão, porque ter dois quarteis na mesma rua, à distância de 400 metros um do outro, não faz qualquer sentido e é uma duplicação de meios desnecessária", explicou à Lusa o comandante da atual corporação, Pedro Louro.

"Com esta ação na rua pretendemos informar as pessoas sobre o que se está a passar, porque nós não somos políticos nem temos que o ser. Os senhores autarcas é que têm que se orientar e resolver este problema, porque nós já há muito merecemos um quartel novo, temos financiamento para ele e a construção só não avança porque agora o terreno deixou de estar disponível para isso", realçou.

O chumbo na Assembleia Municipal resultou dos votos da oposição ao executivo PSD, já que PS, CDU e BE estão contra os termos da permuta e receiam que os bombeiros possam ser prejudicados por uma avaliação excessiva do terreno de 7.000 metros quadrados em Anta, para que o valor dessa área se equipare ao dos dois quartéis na zona nobre da cidade, já avaliados em cerca de 650.000 euros cada.

Conde Figueiredo, presidente da associação humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Espinho, não se pronunciou sobre "questões partidárias ou motivações eleitorais", mas afirmou: "Só envolvemos os dois quarteis nesta questão para assegurar que o novo cumpria com as regras do POSEUR [Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos]".

Esse programa já aprovou, aliás, um financiamento de 980.000 euros para a obra, sendo que a Câmara Municipal de Espinho se comprometeu a suportar os restantes 173.000 necessários para a construção.

Conde Figueiredo defendeu, por isso, que, mesmo fazendo as contas ao elevado valor imobiliário dos quartéis que ficarão na posse da autarquia caso a permuta se venha a concretizar, os bombeiros "não saem prejudicados" do negócio.

"É que, além do terreno e do resto do financiamento que é preciso para pagar a obra, a Câmara ainda se comprometeu a dar à corporação 330.000 euros anuais durante um período de 10 anos", realçou.

Junto ao "quartel aberto" na Alameda 8, vários populares admitiam o seu desconhecimento quanto às questões autárquicas e burocráticas que originaram o veto da permuta e assim impediram que fosse lançado esta semana o concurso público para adjudicação da empreitada do novo quartel.

É o caso de Carlos Neves, que, sem precisar de mais esclarecimentos, afirmou: "Mesmo que a Câmara possa ser em certa parte prejudicada, sou da opinião de que tudo o que se fizer em benefício dos bombeiros é sempre uma ajuda justa".

Já Vítor Rocha tem uma sugestão alternativa à prevista para Anta: "Um dos quarteis devia manter-se no centro da cidade, para acorrer mais rápido a qualquer situação na envolvente, e o outro podia muito bem instalar-se no antigo quartel do Fornal, em Silvalde, que facilmente pode ser adaptado para acomodar os bombeiros".

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