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Brahimi: a religião, a infância e um sonho que começou na rua

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/03/2017 Hugo M. Monteiro

Em entrevista ao Porto Canal, Brahimi, jogador do FC Porto, falou sobre a infância, os primeiros passos no mundo do futebol e a religião no meio do plantel dos dragões

Muçulmano no futebol: "Sim, sim, para mim a coisa mais importante da vida é Deus. Não vou demonstrar a toda a gente que creio em Deus. É entre mim e Deus. Vivemos muito bem por este tipo de coisas. São companheiros muito abertos, há gente que crê em coisas diferentes. Estou feliz e orgulhoso de fazer parte. Vamos acabar este ano com títulos".

Infância em França: "Os meus pais são argelinos, é um facto, mas é verdade que nasci em França. Um país muito bom, no qual fiz toda as etapas da minha formação. Vivi com os meus pais e um irmão até aos 11 anos e depois fui para uma academia, que se chama Clairefontaine"

Sonho começou na rua: "É verdade, comecei a jogar na rua, quando tinha quatro/cinco anos. E desde pequeno, tal como muitos amigos meus, tinha o sonho de chegar a jogador profissional. Tive a sorte de ter o meu primeiro clube muito cedo, logo aos cinco anos, e a partir desse momento foquei-me em ser jogador de futebol".

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Hipótese de jogar por França: "Sim, é verdade. Estive até aos sub-21 na seleção francesa, tenho amigos de outros países como os Camarões, Costa do Marfim. Em França, sobretudo em Paris, há muitos jogadores de diferentes origens que chegam a diferentes seleções".

Opção da Argélia: "Sempre me senti argelino, no futebol sempre me senti assim. Queria jogar pela Argélia. Foi uma decisão de coração. Mas tenho de agradecer todo o tempo que passei na formação de França. Agradeço, mas no coração sempre tive a vontade de representar a Argélia. Isso para mim era claro, não havia dúvidas! Foi a oportunidade que tive de jogar o primeiro Mundial e foi histórico porque foi a primeira vez que a Argélia chegou aos oitavos de final. Foi um sonho realizado

Momentos difíceis em França: "Claro que passámos por momentos difíceis, mas eu, pessoalmente, sempre vive bem em França. Claro que as dificuldades existem sempre para todos os jogadores. Mas as minhas origens deram-me mais vontade para seguir em frente. Ainda hoje, quando entro em campo nos jogos e nos treinos, recordo-me de onde vim e tudo o que fiz para chegar aqui. Para nunca parar e seguir sempre em frente".

Início a imitar os ídolos: "Quando jogas na rua tentas sempre imitar os grandes jogadores, desde Zidane, Ronaldinho, todo esse tipo de jogadores. Sempre que via um jogador a aplicar uma técnica nova, um drible novo, tentava fazê-lo. Não sei se aprendi a minha forma de jogar na rua ou no campo, mas o mais importante na rua é a técnica e não o físico".

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