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Brasil liderou ranking de mortes de ambientalistas em 2016 - Global Witness

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O Brasil foi o país do mundo em que mais morreram ambientalistas no ano de 2016, informou hoje o relatório Defensores da Terra, da organização não governamental Global Witness.

Segundo o levantamento, ocorreram no país 49 assassinatos de ambientalistas no Brasil no ano passado.

"O Brasil foi o pior país do mundo em termos de números absolutos [de mortes de ambientalistas], com muitos assassinatos perpetrados por madeireiros e proprietários de terras na Amazónia. A indústria madeireira foi vinculada a 16 assassinatos, enquanto os proprietários são suspeitos de vários assassinatos", lê-se no relatório.

A ONG criticou as políticas adotadas no país sul-americano, afirmado que, "apesar do número chocante e crescente de assassinatos, o Governo brasileiro retrocedeu no que se refere a proteção dos defensores ambientais".

Citando informações coletadas junto a ONG brasileira Comissão Pastoral da Terral (CPT), o relatório destaca que os assassinatos mostram os níveis extremos de violência no Brasil rural.

"A CPT atribui [as mortes dos ambientalistas] ao avançado agressivo e suportado pelos projetos empresariais - incluindo o agronegócio, a mineração e empresas de energia - sobre comunidades indígenas, tradicionais e de pequena escala, que organizaram uma crescente resistência coletiva para enfrentar o problema", destacou.

"De acordo com o CPT, as raízes do conflito são encontradas na história do colonialismo e da escravidão no Brasil e o facto do Governo nunca ter resolvido os problemas estruturais de seu setor agrário", completou a Global Witness.

Outro fator elencado para explicar o aumento do número de assassinatos no Brasil é "a forte influência da elite rural sobre a política nacional, que se aprofundou com a crise política atual".

Fazendo um panorama dos assassinatos dos ambientalistas no mundo, a organização destacou que o número de casos está a crescer e a espalhar-se.

Em 2016 a Global Witness documentou 200 assassinatos em 24 países, número maior do que os 185 assassinatos documentados em 16 países no ano de 2015.

Chamou atenção também para o facto de que quase 40% dos ambientalistas assassinados no ano passado serem indígenas.

"Muitos assassinatos não são relatados e nem ao menos investigados, assim, é provável que o número verdadeiro [de mortes de ambientalistas] seja muito mais alto", alertou o relatório.

A ONG concluiu destacando que "a falta de processos também dificultou a identificação dos responsáveis, mas foram encontradas evidências fortes de que a polícia e as Forças Armadas estavam por trás de pelo menos 43 assassinatos, assim como os matadores particulares, como guardas de segurança e assassinos, ligados a 52 mortes".

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