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Brasil: Michel Temer diz que vitória no Congresso é conquista do Estado democrático

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/08/2017 Administrator

O Presidente do Brasil, que impediu a abertura de um processo criminal contra si numa votação da Câmara dos Deputados na quarta-feira, disse que a vitória não é uma conquista pessoal, mas "do Estado democrático".

"A decisão soberana do Parlamento não é uma vitória pessoal de quem quer que seja, mas uma conquista do Estado democrático de Direito, das instituições e da própria Constituição", declarou, no final da votação.

"O poder da autoridade, tenho repetido isto, é a lei. Extrapolar o que a Constituição determina é violar a democracia (...) Hoje estes princípios venceram com votos acima da maioria absoluta", acrescentou.

A votação, que impediu a denúncia de corrupção contra o Presidente brasileiro, terminou com 263 votos a favor do arquivamento, 227 votos contra e 21 abstenções e ausências.

Michel Temer declarou que, "diante desta eloquente decisão", pretende seguir "em frente com as ações necessárias para concluir o trabalho que o Governo começou há pouco mais de um ano".

"Estamos retirando o Brasil da mais grave crise económica da sua história. É urgente colocar o país nos trilhos do crescimento, da geração de empregos, da modernização e da justiça social. Não parei um minuto sequer desde o dia 02 de maio de 2016 quando assumi o Governo e não descansarei até o dia 31 de dezembro de 2018 quando encerrarei o Governo", salientou.

O chefe de Estado brasileiro adotou um tom conciliador ao comentar a polarização política que divide a nação sul-americana desde as últimas eleições presidenciais em 2014.

"Aqueles que tentam dividir os brasileiros erram. Todos nós somos brasileiros, filhos da mesma nação, detentores dos mesmos direitos e deveres. Devemos todos nos dedicar a fazer um Brasil cada vez melhor", frisou.

"Eu quero construir com cada brasileiro, com cada brasileira, um país pacificado, sem ódio ou rancor. Nosso destino inexorável é ser um grande país. Portanto, é preciso acabar com os muros que nos separam e nos tornam menores. É hora de atravessar a ponte para o futuro que o Brasil merece", concluiu.

Michel Temer foi formalmente acusado pela Procuradori-geral em junho, depois de dirigentes do grupo JBS, maior processadora de carnes do mundo, terem assinado um acordo com a Justiça no qual confessaram crimes em troca de um perdão judicial.

Nos depoimentos que deram aos procuradores, os membros da JBS confessaram que subornaram o chefe de Estado brasileiro para que a empresa obtivesse favores de diversos órgãos do Governo.

Um dos acionistas maioritários da JBS, o empresário Joesley Batista, também entregou a gravação áudio de uma conversa que teve com o Presidente em maio na qual os dois combinam supostamente o pagamento de suborno para silenciar o ex-deputado Eduardo Cunha, condenado por envolvimento nos desvios cometidos na petrolífera brasileira Petrobras.

Agora, Michel Temer só poderá ser processado pela prática do suposto crime de corrupção passiva denunciado pelos executivos da JBS quando deixar a Presidência do Brasil.

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