Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Brasil vê "progressos palpáveis" no processo de paz de Moçambique

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

O embaixador do Brasil em Maputo, Rodrigo Baena Soares, considerou hoje haver "progressos palpáveis" no processo de paz de Moçambique.

O diplomata falava durante uma receção em Maputo para assinalar a independência do Brasil, que se celebra na quinta-feira, 07 de setembro.

Apesar de ainda haver feridas por fechar em Moçambique após a guerra civil, as negociações de paz registam "progressos palpáveis", referiu, num processo em que Baena Soares realçou a visão do Presidente, Filipe Nyusi.

O país é o maior beneficiário de cooperação técnica do Brasil em todo o mundo, destacou o diplomata, com cerca de 40 projetos em execução, numa aposta que é para continuar, sublinhou.

Ao mesmo tempo, Baena Soares expressou o desejo de poder contribuir para incrementar as parcerias empresariais e trocas económicas entre os dois países.

Max Tonela, ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, apontou a inauguração do Corredor de Nacala, em maio, como símbolo do impacto de investimento brasileiro no país.

O corredor logístico inclui um porto marítimo no Índico ligado a uma linha férrea com 900 quilómetros no norte de Moçambique, investimento de 4,1 mil milhões, comparticipado pela empresa mineira brasileira Vale para escoar o carvão que extrai de uma mina em Moatize, interior centro do país.

A linha acaba por se assumir como uma via de comunicação com outras valências estruturais para o interior de Moçambique.

"O intercâmbio comercial tem uma tendência crescente assinalável" e o corredor "espelha bem" os projetos que ligam os dois países, concluiu o governante.

A representação diplomática em Maputo celebrou hoje o Dia da Independência do Brasil de forma antecipada visto que o dia 07 de setembro é também dia feriado em Moçambique - data em que se assinala a assinatura dos acordos de Lusaka que em 1974 delinearam a independência do país.

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição), Afonso Dhlakama, têm mantido conservações com vista à assinatura de um acordo de paz.

Dhlakama anunciou no início de maio, desde o seu refúgio na serra da Gorongosa, uma trégua sem limite no conflito armado no centro do país e na última semana admitiu mesmo que um acordo possa ser assinado nos próximos meses.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon