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Brexit: Líderes empresariais exigem acordo de transição para saída da UE

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/10/2017 Administrator

Os principais líderes empresariais do Reino Unido pediram hoje ao governo de Londres que negoceie "o mais breve possível" um acordo de "transição" para o "Brexit" face ao risco de afetar os empregos e o investimento do país.

Numa carta aberta para o ministro britânico para a saída da União Europeia (UE), David Davis, os cinco principais lobbies empresariais britânicos instam, além disso, a que esse período transitório corresponda ao mais possível às atuais disposições em matéria comercial existentes com os 27 estados-membros.

A carta privada, à qual o canal de televisão Sky e o diário The Guardian tiveram acesso, ainda não tinha sido enviada e o conteúdo já estava a ser difundido pela imprensa, escreve a agência Efe.

"É necessário chegar a um acordo (de transição) o mais breve possível, já que as empresas estão a preparar-se para adotar decisões importantes no início de 2018, as quais terão consequências para os empregos e investimento no Reino Unido", alertam os signatários, que incluem a Câmara de Comércio e a Federação das Pequenas Empresas.

Também referem nesta mensagem urgente ao executivo que "a relação económica entre o Reino Unido e a União Europeia deve, durante este período de duração limitada, igualar, o mais possível, o status quo".

"É vital que as empresas tenham apenas que fazer um ajuste como resultado da retirada do Reino Unido (da União Europeia) e não dois, e que os negócios, o Governo britânico e as autoridades comunitárias disponham de tempo suficiente para realizar as mudanças necessárias a fim de implemente o "Brexit" com êxito", alertam.

Em reação ao conteúdo da carta, o deputado trabalhista Chuka Umunna afirmou hoje à imprensa local que "os grupos empresariais estão, compreensivelmente, alarmados perante a falta de progressos nas negociações do Governo".

"A falta de acordo seria devastadora para as empresas, para os empregos dos cidadãos e salários e para a segurança nacional", advertiu.

Na mesma linha, no início do mês, o subgovernador do Banco de Inglaterra, Sam Woods, advertiu que Londres e Bruxelas devem acordar um acordo de transição antes do Natal, pois, se não for assim, as empresas vão começar a aplicar planos de contingência.

O ministro para a saída do Reino Unido da UE desloca-se hoje a Paris, onde vai levar a cabo negociações para o "Brexit".

Por sua vez, a líder do Governo, Theresa May, já defendeu num discurso no mês passado em Florença (Itália), destinado a desbloquear o processo de diálogo com os 27, um período transitório de "uns dois anos".

Embora os negociadores comunitários estejam de acordo com iniciar o trabalho preliminar sobre a futura relação entre as partes, continuam a exigir a Londres mais concessões sobre a denominada "fatura do divórcio" antes de poderem começar a debater-se os assuntos relacionados com comércio e transição.

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