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Brexit: Organismo independente britânico diz que fatura será suportável

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O organismo britânico com a responsabilidade de fiscalizar as contas do Reino Unido fez hoje saber que a fatura do Brexit, objeto de fricções importantes entre Londres e Bruxelas, não deverá ter um impacto relevante nas finanças públicas.

"Está a dar-se muita atenção à 'fatura do divórcio', mas, ainda que alguns números divulgados sejam bastante significativos, um custo único deste tipo não constituiria uma ameaça importante ao equilíbrio orçamental" do Reino Unido, considerou o Departamento para a Responsabilidade Orçamental (OBR, na sigla em inglês), um organismo público semi-independente, com responsabilidade de aconselhar as autoridades britânicas sobre o Orçamento do Estado.

Não foi até agora revelado qualquer número oficial relativo ao acordo financeiro respeitante aos compromissos de Londres para com a União Europeia, mas Bruxelas tem feito saber oficiosamente que estima a fatura entre os 60 e os 100 mil milhões de euros.

Seja qual for o montante a pagar, o OBR sublinhou que não terá grande efeito no equilíbrio orçamental e médio e longo prazo.

"Os acordos, sejam eles quais forem, que vierem a ser assinados com a União Europeia e com outros parceiros comerciais terão implicações mais importantes para o crescimento a longo prazo", considerou o organismo.

O OBR sublinhou que, se o crescimento económico e a evolução das receitas fiscais abrandarem, isso não será mais do que 0,1 pontos percentuais por ano durante os próximos 50 ano e não terá um efeito significativo no ratio do endividamento público em relação ao PIB.

Numa referência à fatura do Brexit, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, considerou na passada terça-feira que os montantes referidos pelos responsáveis europeus são "exorbitantes" e que poderão aumentar ainda mais.

O negociador europeu para a saída do Reino Unido da UE, Michel Barnier, deixou claro no dia seguinte que o contencioso terá que ser resolvido. "Esta questão é muito importante para criar as bases de que precisamos para começar a discutir a futura relação", disse.

O calendário proposto pela UE, e aceite por Londres, estabelece que as partes devem começar por entender-se sobre o acordo financeiro, sobre os direitos dos cidadãos expatriados e sobre a fronteira do Reino Unido com a Irlanda, antes de entrarem nas discussões de outros assuntos.

O Governo britânico queria começar por discutir o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Reino Unido, que deverá abandonar a União no final de março de 2019, mas Bruxelas impôs o calendário referido acima.

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