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Bruno de Carvalho critica adeptos e atletas: "Grau de exigência muito pequeno"

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/05/2017 Alcides Freire

Presidente do Sporting lamenta que, sempre que critica os jogadores, os adeptos "defendam os meninos".

Bruno de Carvalho utilizou o Facebook para enviar uma mensagem aos adeptos do Sporting, esta segunda-feira, naquela que garante ter sido a última intervenção nas redes sociais.

Depois de justificar a saída do Facebook, o presidente dos leões deixou críticas aos adeptos por não serem "exigentes o suficiente". "Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los", pode ler-se.

"Nos bons e maus momentos dizemos nós! E tem de ser assim. Mas não podemos ser só nós, dirigentes e adeptos, a sofrer. Neste clube, treinadores e atletas têm como missão dar-nos bons momentos e evitar os maus. O seu direito é ter boas condições de trabalho e os ordenados em dia. O seu dever é ser profissionais, honrarem a nossa camisola, dignificarem o Clube, vencerem ou lutarem até à exaustão e terem sempre compromisso com os objetivos estabelecidos: ganhar, conquistando todos os títulos que disputam", remata.

© PEDRO_ROCHA

Bruno de Carvalho sublinha ainda o esforço da direção para "investir como nunca nas modalidades" e, por isso, pede maior responsabilidade a adeptos e atletas.

citacao Quando se aponta o dedo aos "meninos" é o "aqui d'el-rei". Credo! É o horror, o sacrilégio...esquerda

"Não nos devemos esquecer do esforço hercúleo, feito por esta direção, para realizar os maiores investimentos de sempre em todas as modalidades. Nem que seja só por isso, estes "meninos" têm que ser sempre homens e ganhar os seus jogos e conquistar títulos, sem desculpas, sem estar sempre a falar de arbitragens, sem usar adversidades inesperadas ou o azar, percebendo que têm de fazer muito mais, e que a massa adepta que apoia o Sporting merece a glória e não apenas viver alegrias a "espaços", dada por quem tem a sorte e o privilégio de envergar a nossa camisola", acrescenta.

"O meu maior erro foi ainda não ter conseguido incutir nos adeptos esse sentimento de exigência constante, esse sentimento de que ninguém faz favor de servir o Sporting, mas, pelo contrário, ou está disposto a "morrer" em cada embate ou não merece ser apoiado. Quando se aponta o dedo aos "meninos" é o "aqui d'el-rei". Credo! É o horror, o sacrilégio... Começam logo os opinadores leoninos: faça-o em privado, não confunda coisas, não é bem assim, etc. ... Tendo uma "alma pequena", não podemos exigir constantemente a grandeza e iremos continuar a viver com menos vitórias do que as que poderíamos ter e, ainda por cima, supostamente eu "teria" que ficar "agradecido" apenas por jogarem", diz ainda.

"Este tipo de raciocínio não é para mim. Não podemos ganhar sempre, mas temos sempre que honrar e dignificar a nossa camisola, com suor e, se for preciso, até à exaustão de cair para o lado, sem mais forças, no fim de cada jogo. Pelo menos nas derrotas temos de ver atletas fisicamente de rastos", conclui.

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