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Bruno de Carvalho diz que o futebol não pode ter normas que violem a Constitução

Logótipo de LusaLusa 13/04/2017 João Cartaxana
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA © LUSA / MANUEL DE ALMEIDA MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Lisboa, 13 abr (Lusa) – O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, disse hoje que o futebol não pode ter normas que violam a Constituição, o Código Civil e o código das Sociedades Comerciais.

“O tema foi esse, a Liga ficou de analisar o assunto e informar posteriormente os clubes sobre as suas conclusões. Faço a minha ‘mea-culpa’ por o Sporting ter aprovado os regulamentos em vigor, mas é preciso ter a capacidade para alterar, e alterar rapidamente, quando essas normas violam a esfera dos direitos e liberdades”, disse o presidente do Sporting no final da reunião com o presidente da Liga, solicitada pelos ‘leões’ para debater as questões disciplinares do futebol português.

Para Bruno de Carvalho, que se encontra a cumprir uma suspensão de 113 dias aplicada pelo Conselho de Disciplina da FPF, por críticas ao anterior presidente do Conselho de Arbitragem, Vítor Pereira, os castigos devem cingir-se ao âmbito do futebol, às zonas técnicas, aos ‘bancos’, às zonas de entrevistas etc., e não impedir que um presidente eleito democraticamente possa assinar contratos ou sentar-se na tribuna do estádio.

“Seja Luís Filipe Vieira, Pinto da Costa ou outro presidente de clube, não pode ser privado dos seus direitos constitucionais por causa de normas desportivas, que se sobrepõem à lei Fundamental do país”, acrescentou Bruno de Carvalho, que deu o exemplo de um jogador castigado com cinco jogos não poder treinar nem assistir aos jogos no camarote durante esse período, “o que é um disparate”.

Bruno de Carvalho lembrou ter alertado inúmeras vezes para o caminho que o futebol português estava a seguir e deu o exemplo das suas filhas, que continuam a ter de ouvir a mentira de que o pai cuspiu no caso que envolveu o presidente do Arouca, processo esse que “ainda não saiu da Comissão de Instrutores da Liga”.

Questionado sobre o caso Samaris, Bruno de Carvalho interrogou: “Se este não dá origem a um processo sumário, o que dará então? É preciso deixar os detalhes e ter coragem para fazer alterações nos regulamentos. Quando uma norma não é sensata deve ser alterada, como as que põem em casa a dignidade das pessoas e lhes cerceiam a liberdade e os seus direitos”.

O presidente do Sporting anunciou que, ao contrário do que sucedeu desde que cumpre a suspensão de 113 dias, vai voltar a marcar presença no camarote do estádio de Alvalade.

“Vou estar com a minha família e com aqueles que nunca me falharam com o seu apoio. Só não irei aos jogos fora de Alvalade, para mostrar a minha indignação com o castigo que me foi aplicado”, afirmou.

A caso mais recente da cartilha que o Benfica enviou também mereceu um comentário de Bruno de Carvalho: “Vou dar um exemplo chato, quando se começou a falar de pedofilia em Portugal toda a gente sabia que já existia, que havia filmes, que havia o Parque Eduardo VII. Eu frequentei uma escola perto desse parque e toda a gente sabia o que se passava ali. É como a cartilha”.

JEC // NFO

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