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Bruno de Carvalho explica como é ser dirigente de um grande clube

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/04/2017 Hugo M. Monteiro

No congresso "The Future of Football", a decorrer em Alvalade desde quarta-feira, o presidente leonino falou sobre a gestão de um presidente e deu o exemplo do Sporting.

O dirigente ideal: "Ontem ouvi os painéis e ouvi falar de treinadores e jogadores, mas temos de olhar também para o mundo do futebol e perceber qual o tipo de dirigente necessário para enfrentar situações económicas muito difíceis. Há a teoria de que devem ser ex-praticantes, ou de que devem ser grandes gestores internacionais, e depois há a realidade que é trazer a paixão, e liderança, capacidade de negociação, de visão, 'know how', noção de que é clube desportivo que tem de saber quais os seus pilares, e o Sporting não sabia".

© Álvaro Isidoro/Global Imagens

Chamar os fãs: "Recentrar o clube no que é mais importante: os fãs. Temos de trabalhar para eles, queremos ganhar e ter vitórias e um clube sustentado financeiramente para eles. Eliminámos o número 12 em 53 modalidades, que ficou para os fãs. Vínhamos do sétimo lugar, o pior ano de sempre, e tivemos crescimento de associados e receitas, impossível sem este reconhecimento dos fã. Grande mérito deles. O segundo pilar é a gestão de excelência, ter conhecimento do 'know how' e de tudo o que envolve como media, claques... O Jorge Jesus dizia que o treinador é um criador, um presidente tem de ser alguém que não se guie por regras definidas e paradigmas. Gravata, tribuna? O presidente não tem nada disso. Conseguimos, com uma visão a que as pessoas não estavam habituadas, primeiro reaproximar-nos dos adeptos (estamos no 'top 5' do mundo), a partir daí reestruturação financeira sólida; que permitiu partir para a terceira parte, de obter resultados desportivos".

Tomadas de decisão: "Tenho de tomar decisões e não ter medo de as tomar. Não tenho de tomar todas com um clube desta dimensão. Tomo dezenas por dia. Tenho de saber que tenho equipa em que confio, técnicos em que confio, mas se não houver uma filosofia, visão conjunta e cultura de campeão, temos de criá-la antes de ser campeões. Toda a gente percebeu que somos parte do mesmo, de família e respeito. O pilar fundamental são os adeptos. Sem adeptos não há massa crítica, não há apoios, patrocínios, dinheiro, capacidade competitiva. Trouxemos essa visão integrada, transformar, trazer ideias diferentes e lutar por elas. O Sporting estava prestes a fechar a porta e somos candidato, clube respeitado, e volta a ser falado na Europa pelos melhores motivos".

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