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Câmara de Borba disponibiliza antiga escola para GNR mas impasse dura há três anos

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

A Câmara Municipal de Borba disponibilizou o edifício de uma antiga escola primária para acolher o posto da GNR, devido às más condições das atuais instalações, mas a transferência está num impasse há três anos.

"Faz-me confusão. Se calhar, com pouco dinheiro fazia-se um posto da GNR em condições", afirmou hoje o presidente do município de Borba, no distrito de Évora, António Anselmo, eleito por um movimento independente, em declarações à agência Lusa.

O autarca alentejano realçou que o Posto Territorial de Borba da GNR está localizado num género de "casa de habitação", no centro da cidade, indicando que o edifício é "pequeno e velho" e "tem problemas de humidade".

Perante a falta de condições, António Anselmo disse ter proposto a transferência da GNR para a escola desativada em 2014, salientando que a medida chegou a ser aprovada em reunião do executivo municipal e elaborado um protocolo, que "não chegou a ser assinado".

"Falámos com a GNR, nomeadamente com o comandante do Posto de Borba e com o Comando de Évora e, naturalmente, as pessoas aceitaram", referiu, adiantando que responsáveis da Direção de Infraestruturas da guarda até visitaram as instalações.

O presidente da Câmara de Borba revelou que o processo está parado, depois de o Ministério da Administração Interna não ter alegadamente concordado com a dimensão e custo das obras de adaptação da antiga escola.

"Somos muito burocratas, complicamos e demoramos muito tempo a resolver" os problemas, comentou.

António Anselmo notou que o edifício da antiga escola primária está "bem localizado, a 150 metros do atual posto, tem parque de estacionamento, bons acessos e todas as condições" para os militares.

"A escola ainda está à disposição", frisou o autarca, avisando que o Ministério da Administração Interna "tem que ser rápido" a decidir sobre a transferência, porque o município está a estudar "dar-lhe outro tipo de utilização".

A Delegação Sul da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), cujos dirigentes já se reuniram com o presidente do município, concorda com a transferência da força de segurança para a antiga escola primária.

Em comunicado enviado à Lusa, a APG/GNR "considera lamentável que cidadãos e profissionais da guarda continuem a utilizar instalações indignas, quando existem instalações que poderiam perfeitamente, com outras condições, conferir dignidade a este Posto Territorial".

"Numa altura de contenção da despesa pública, percebe-se mal que a tutela não leve à execução a disponibilidade do município, que deixou já as chaves da escola primária no posto", acrescenta a Delegação Sul da APG/GNR.

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