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Câmara de Braga vai criar no antigo cinema S. Geral Media Arts Centre

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

A câmara de Braga vai criar no antigo cinema S. Geraldo, propriedade da Arquidiocese bracarense, um Media Arts Centre, tornando o local "pedra angular" nas candidaturas a cidade criativa da UNESCO e Capital Europeia da Cultura.

Em declarações hoje à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, explicou que para aquele efeito a autarquia vai arrendar o edifício à Arquidiocese (por 12. 500 euros mensais) e que o negócio surge no "contexto de circunstâncias várias", negando qualquer tipo de "aproveitamento eleitoralista" da questão, uma vez que o projeto da Igreja para o edifício, em "evidente estado de degradação", que contemplava transformar o local em zona habitacional e de comércio gerou, nos últimos meses, muita contestação.

"No âmbito da candidatura a Cidade Criativa da Unesco tínhamos já planeado, está na candidatura expressa a ideia de criação de um Media Arts Centre, um conceito que conjuga diversos espaços com valências várias, desde espaços expositivos, incubadoras criativas, a outras dimensões", apontou o autarca.

O Media Arts Centre, explicou, "será um espaço de convergência entre arte, ciência e tecnologia e o meio privilegiado para a criação, experimentação, aprendizagem, apresentação e exposição da produção em Media Arts".

Questionado sobre porque é que só agora é que a autarquia manifesta interesse no edifício, uma vez que nos últimos meses têm havido muitos protestos por parte de várias forças políticas, culturais e movimentos associativos contra a intenção da Arquidiocese em transformar o S. Geraldo numa galeria comercial e habitacional, o autarca apontou "circunstâncias várias".

"Não achámos que o edifício em si justificasse a sua preservação e que tivesse de ser a câmara municipal a investir num projeto viável para o espaço, já que é um espaço privado. Na altura não nos pareceu que fosse prioritário. A partir o momento que nos apareceu esta possibilidade do Media Arts, e as outras possibilidades se foram gorando, depois de contactos vários que fomos tendo e diga-se também, não temos pejo nenhum em assumi-lo, a reptos vários da sociedade, achámos que estavam reunidos os requisitos para avançarmos com esta hipótese", afirmou.

O autarca resumiu que "esta hipótese surgiu no contexto de circunstâncias várias, uma convergência de oportunidades" que uma vez reunidas "vão tornar o S. Geraldo pedra angular na candidatura a Cidade Criativa da UNESCO e no trabalho que queremos desenvolver também no âmbito da candidatura a Capital Europeia da Cultura [em 2027]".

Quanto à hipótese de esta escolha ser encarada como uma medida eleitoralista, o autarca não rejeita essa hipótese.

"Naturalmente que todas as ações que se tomem, ou não tomem, estão sempre sujeitas a uma leitura eleitoralista, mas neste caso isso não se possa aplicar, esta questão resulta da convergência desses vários fatores, circunstâncias que há um ano não se colocavam", apontou.

O contrato de arrendamento do antigo cinema S. Geraldo vai ser analisado e votado na próxima reunião do executivo camarário marcada para segunda-feira, dia 24, e prevê a duração de 10 ano, renováveis, com opção de compra pela autarquia.

A renda será de 12.500 euros mensais, sendo que a câmara fica isenta do pagamento daquela quantia nos primeiros nove meses da vigência do contrato, ficando a pagar nos seis meses seguintes metade daquele valor e nos três meses subsequentes 75%, pelo que só em fevereiro de 2019 a autarquia irá começar a pagar a renda integral.

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